29 de dezembro de 2025, 13h55 – A Ford admitiu sentir “certo nervosismo” em relação à primeira unidade de potência desenvolvida em parceria com a Red Bull para a temporada 2026 da Fórmula 1. Mesmo assim, a montadora afirma que todos os objetivos internos estão dentro do cronograma.
O diretor da Ford Performance, Mark Rushbrook, afirmou à revista Autosport que a ansiedade deverá persistir até que o motor RB22 faça suas primeiras voltas na pista. Segundo o executivo, o programa de desenvolvimento cumpre as metas estabelecidas, mas o desempenho real só poderá ser medido diante dos rivais.
Primeiro teste será decisivo
Rushbrook classificou o dia inicial de testes como “semana determinante”, quando o resultado de três anos de trabalho será finalmente avaliado em condições reais. De acordo com o dirigente, simulações em computador e ensaios de bancada oferecem dados valiosos, porém nada substitui a coleta de informações em um circuito de corrida.
Meta teórica x performance prática
O dirigente explicou que o regulamento de 2026 permite estimar um limite teórico de desempenho para todas as fabricantes. A questão principal, segundo ele, é o grau de eficiência alcançado na prática. Rushbrook admitiu que o motor de combustão interna do novo conjunto pode apresentar desempenho ligeiramente inferior aos propulsores mais tradicionais, mas acredita que qualquer déficit será “pequeno”.
Sob as novas regras, todas as montadoras enfrentarão mudanças significativas. A Ford afirma contar com engenheiros experientes de outros programas e aposta que a integração de todo o conjunto técnico compensará eventuais desvantagens na parte térmica da unidade de potência.
Com o apoio da Red Bull, a Ford já soma seis títulos de construtores e trabalha para alinhar seu primeiro motor próprio no grid em 2026.
Com informações de Autoracing



