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FIA passa a cobrar 20 mil euros por protesto para conter onda de reclamações da Red Bull

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou nesta segunda-feira, 29 de dezembro de 2025, uma nova cobrança financeira destinada a desencorajar protestos considerados infundados na Fórmula 1. A partir de agora, cada pedido formal de investigação ou “direito de revisão” apresentado por uma equipe custará 20 000 euros.

Medida mira sequência de contestações da Red Bull

A decisão surge após um campeonato marcado por sucessivos questionamentos da Red Bull sobre a legalidade dos carros rivais. Em 2025, a equipe de Milton Keynes protocolou diversas reclamações, gerando atrasos na confirmação de resultados e irritação generalizada no paddock. Mesmo com a postura combativa, a escuderia encerrou o ano apenas na terceira colocação, atrás de McLaren e Mercedes.

As tensões atingiram o ápice no Grande Prêmio do Canadá, quando a Red Bull acusou George Russell de realizar um “brake test” durante o safety car. A análise de telemetria mostrou que tanto Russell quanto Max Verstappen reduziram a velocidade de forma semelhante, e nenhuma punição foi aplicada. O episódio atrasou em cinco horas a divulgação do resultado oficial da corrida.

Crise interna e desgaste com rivais

Além das disputas jurídicas, o time austríaco enfrentou turbulências internas que resultaram nas saídas do chefe de equipe Christian Horner e do consultor Helmut Marko. Ao longo da temporada, engenheiros da Red Bull também levantaram suspeitas sobre avanços técnicos da McLaren, chegando a utilizar câmeras termográficas para monitorar a temperatura dos pneus adversários e alegar possível uso de água em seu interior.

As críticas da Red Bull contribuíram para mudanças pontuais no regulamento, como o endurecimento das regras de flexibilidade das asas dianteiras a partir do GP da Espanha. Entretanto, o volume de notificações motivou a FIA a rever o sistema de protestos.

Objetivo é reduzir “guerra de papéis”

De acordo com dirigentes Stefano Domenicali e Nikolas Tombazis, a nova taxa pretende filtrar contestações sem base técnica sólida e evitar atrasos que impactem o espetáculo para o público. Embora as equipes disponham de orçamentos bilionários, a federação acredita que o custo adicional levará os diretores esportivos a reavaliar cada acionamento do departamento jurídico.

A cobrança de 20 000 euros será aplicada tanto a investigações imediatas quanto a pedidos de revisão após o término das provas, abrangendo todas as áreas técnicas dos carros. A FIA reforça que continuará analisando protestos válidos, mas espera reduzir a burocracia que marcou a temporada 2025.

Com informações de Autoracing

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