A NASCAR encerrou o campeonato de 2025 e, apesar de um fim de ano marcado por tragédias fora das pistas, o calendário deixou lembranças marcantes — boas e ruins. Confira os principais pontos elencados pela publicação norte-americana RACER.
Quem brilhou
Piloto do Ano – Denny Hamlin
Aos 44 anos, Hamlin viveu uma de suas melhores temporadas, somando o maior número de vitórias desde 2020 e apresentando poucos pontos fracos no carro nº 11. A derrota emotiva na final não apaga o desempenho dominante ao longo do ano.
Piloto que mais evoluiu – Bubba Wallace
Em parceria inédita com o chefe de equipe Charles Denike, Wallace foi presença constante no pelotão da frente nos primeiros meses e liderou voltas importantes. Para o coproprietário Denny Hamlin, o carro nº 23 foi o mais veloz da 23XI Racing durante o ano.
Maior surpresa – RFK Racing sem vitórias
Mesmo mostrando competitividade com Brad Keselowski, Ryan Preece e Chris Buescher, a equipe passou o ano em branco e viu os três carros fora dos playoffs.
Decepções
Mais decepcionante – Ty Gibbs
Depois de três temporadas completas na elite, o piloto ficou atrás dos demais representantes da Joe Gibbs Racing, apesar da troca para o chefe de equipe Tyler Allen e do apoio extra de Chris Gabehart.
Momentos e marcos da temporada
MVP – Amazon
Parceira em apenas cinco etapas, a plataforma foi elogiada pela transmissão enxuta, conteúdo pré e pós-corrida mais longo e análise precisa.
História do ano – formato dos playoffs
A discussão sobre possíveis mudanças levou a NASCAR a criar um comitê, que se reuniu já na semana da Daytona 500.
Melhor pintura – Axalta (Daytona 500)
Hendrick Motorsports inovou nas chamas do carro de William Byron com círculos que deixavam o fundo à mostra. Após a prova, a NASCAR vetou o recurso gráfico, e o esquema foi aposentado.
Melhor corrida – Coca-Cola 600
Ross Chastain saiu da última posição para vencer após ultrapassar William Byron no fim. A prova contou com oito bandeiras amarelas, a estreia da Amazon na TV e a tentativa de Kyle Larson no “double”.
Pior corrida – Bristol (primavera)
Com poucas disputas e Larson dominando quase todas as voltas, a etapa ficou marcada pela monotonia em um dos ovais curtos mais tradicionais.
Momento mais marcante – vitória de Daniel Suárez na Cidade do México
Ídolo local, o piloto capotou o carro titular, largou do fundo do pelotão e ainda garantiu o triunfo na corrida de sábado, empolgando a torcida.
Nomes em ascensão
Piloto revelação – Chase Briscoe
Ao conquistar múltiplas vitórias e vaga na decisão pilotando pela Joe Gibbs Racing, Briscoe confirmou o potencial há muito apontado.
Chefe de equipe do ano – Cliff Daniels
Comandante do carro nº 5, foi peça-chave na conquista do título de Kyle Larson, reconhecido pela capacidade motivacional e estratégica.
Virou estrela – Chris Gayle
Chefe do carro nº 11, superou expectativas e ajudou Hamlin a ter uma temporada histórica, consolidando o próprio nome na categoria.
Outros destaques
Queríamos ver mais – Bristol (outono) e o desgaste de pneus
Prova com degradação acentuada gerou pedidos pela volta de corridas em que a gestão de equipamento decide resultados.
História inspiradora – Wood Brothers Racing
A equipe mais antiga da Cup Series voltou à relevância com Josh Berry: top-10 frequentes e vitória legítima em Las Vegas.
Melhor citação – Ty Dillon
Após surpreender Denny Hamlin na primeira fase do torneio de meio de temporada em Atlanta, o piloto brincou na TV: “Acabei de eliminar o seu piloto favorito”. Dillon avançou até a final da competição.
Com o balanço feito, a atenção se volta para 2026, quando a categoria tentará capitalizar os pontos fortes e corrigir as falhas evidenciadas ao longo do ano.
Com informações de RACER



