A edição de 31 de dezembro da tradicional coluna “Mailbag”, publicada pelo site norte-americano Racer, trouxe respostas a fãs sobre temas centrais do futuro regulamento técnico da IndyCar. Entre os principais pontos, o jornalista Marshall Pruett confirmou que a Dallara continuará como fornecedora única de chassis, explicou por que o próximo carro não deverá levar as iniciais de Dan Wheldon e esclareceu dúvidas sobre a nova geração de motores V6 biturbo de 2,4 litros prevista para 2028.
Chassi exclusivo da Dallara
Pruett afirmou que o campeonato não abrirá concorrência para outros fabricantes. “O anel não está aberto para ninguém além da Dallara”, disse o repórter ao responder se marcas como ORECA, Duqueine ou Lola poderiam desafiar a empresa italiana. Segundo ele, o apetite dos proprietários de equipes por múltiplas opções de chassis, comum nas décadas de 1980 e 1990, desapareceu em razão dos riscos financeiros de uma escolha errada.
Apesar disso, o jornalista revelou ter ouvido que a Lola avalia disputar o fornecimento do próximo carro da categoria de acesso Indy NXT, atualmente também nas mãos da Dallara com o modelo IL-15.
Por que não “DW28”?
Questionado sobre a ausência das iniciais de Dan Wheldon no nome do carro que estreará em 2028, Pruett lembrou que o britânico trabalhou no desenvolvimento do IR-12 antes de morrer em outubro de 2011 e, por isso, aquela geração foi batizada de “DW12” em sua homenagem. Para o novo modelo, quase duas décadas depois, o jornalista entende que não há ligação direta com Wheldon ou mesmo com Justin Wilson, outro piloto citado pelos fãs. A série pretende adotar nomenclatura própria, ainda não divulgada.
Novo motor V6 2,4 L
Sobre o conjunto propulsor que substituirá o atual V6 de 2,2 litros, Pruett explicou que o plano é manter 12 000 rpm de limite e maiores diâmetros internos para garantir durabilidade e reduzir custos. De acordo com ele, o projeto aproveita conceitos do motor 2,4 L testado em 2022, mas não se trata de reutilizar as unidades guardadas: algumas especificações seguem em definição e devem ser finalizadas até 2026.
O repórter também refutou a ideia de que a Honda estaria desmotivada com a fórmula híbrida. Segundo Pruett, a montadora “quer mais ênfase na eletrificação” e continua engajada no programa.
Áreas de desenvolvimento liberadas
A coluna listou itens que as equipes podem fabricar ou modificar, mesmo com o regulamento de peça única. Entram na relação amortecedores, buchas, tubulações de fluidos, barras estabilizadoras, entre outros componentes que não alteram o conceito original do carro.
Outros destaques
- A coluna informou que o “Mailbag” fará pausa de uma semana e retorna em 14 de janeiro.
- Para fãs que irão à Rolex 24 de Daytona, Pruett e o repórter Graham Goodwin sugeriram acompanhar a largada das arquibancadas, caminhar pelo infield durante a madrugada e observar os reparos nos boxes.
- Kelly Crandall, que assina a parte sobre NASCAR, comentou que o acordo judicial envolvendo 23XI Racing e Front Row Motorsports levará à revisão da divisão de receitas do sistema de charters.
- Crandall apontou que a próxima montadora a entrar na Cup Series tende a ser Dodge/Ram, já confirmada na Truck Series para 2026.
Com esses esclarecimentos, o “Mailbag” encerra o ano trazendo um panorama atualizado das principais discussões técnicas e administrativas que moldarão a IndyCar e outras categorias norte-americanas nos próximos anos.
Com informações de Racer



