Genebra, 31 de dezembro de 2025 – O diretor de monopostos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Nikolas Tombazis, afirmou que a entidade avançou “de forma significativa” em vários objetivos traçados para a Fórmula 1 a partir de 2022, mas admitiu que ainda existem pontos a melhorar nos próximos regulamentos.
Sustentabilidade financeira
Segundo Tombazis, a introdução do teto orçamentário em 2021 – que passou a vigorar integralmente no ciclo iniciado em 2022 – trouxe “sustentabilidade e rentabilidade” às equipes. O dirigente destacou que até mesmo as escuderias do fim do grid deixaram de correr risco de colapso financeiro.
Apesar do balanço positivo, ele classificou o controle das contas como “extremamente complexo” devido às diferentes estruturas de negócios das equipes. “Com cinco anos de experiência, percebemos como é difícil regular financeiramente organizações tão distintas”, explicou, acrescentando que o aprendizado já foi incorporado às regras previstas para 2026.
Performance em pista
Os carros lançados em 2022 adotaram aerodinâmica de efeito solo para reduzir a turbulência e permitir perseguições mais próximas. Tombazis reconheceu que a meta foi inicialmente atingida, mas relatou perda de eficiência conforme as equipes encontraram soluções que geraram outwash (desvio de ar para fora). “No início de 2022 todos elogiavam a proximidade dos carros; hoje, voltou a ficar difícil”, disse.
O engenheiro avaliou que as brechas do regulamento impediram a FIA de manter o fluxo de ar “sob controle” até o fim do ciclo. Ainda assim, apontou redução objetiva das diferenças de desempenho entre a primeira e a última colocada na tabela desde o primeiro ano das novas regras.
Lições para 2026
Tombazis mencionou questões como a rigidez dos carros e outros desafios técnicos que servirão de referência para o pacote de aerodinâmica e motores a ser introduzido em 2026. “Aprendemos muito e pretendemos avançar já no próximo ano”, concluiu.
As novas regulamentações de unidade de potência e chassi estão em desenvolvimento e visam consolidar a sustentabilidade financeira, ampliar o equilíbrio competitivo e tornar as corridas mais disputadas.
Com informações de RACER



