A partir de 2026, a Fórmula 1 passa por sua maior transformação técnica em décadas. O novo regulamento, divulgado pela FIA, altera motor, chassi e aerodinâmica, estabelecendo metas de eletrificação e sustentabilidade que deverão mudar a forma de pilotar e competir na categoria.
Potência dividida em partes iguais
A principal novidade está na unidade de potência. Pela primeira vez, a força será repartida igualmente entre o motor a combustão e o sistema elétrico: 50% para cada lado. O propulsor térmico cairá de cerca de 550-560 kW para 400 kW, enquanto o componente elétrico salta de 120 kW para até 350 kW.
MGU-H sai de cena; MGU-K fica mais forte
O MGU-H, dispositivo que recuperava energia dos gases de escapamento, deixa o campeonato. Permanece apenas o MGU-K, agora capaz de armazenar até 8,5 MJ por volta, mais que o dobro do volume atual. A mudança reduz custos, simplifica os motores e amplia o papel da gestão de energia durante as corridas.
Combustível 100% sustentável
Todos os carros utilizarão combustíveis totalmente sustentáveis, encerrando o uso de derivados de petróleo na F-1. O limite de combustível por prova cai de 100 kg para 70 kg, obrigando equipes a buscar maior eficiência para cumprir as distâncias previstas.
Chassi menor e mais leve
O peso mínimo passa a 768 kg, 30 kg a menos que o atual. O entre-eixos máximo diminui 200 mm, para 3.400 mm, e a largura total reduz 100 mm, chegando a 1.900 mm. A expectativa é tornar os carros mais ágeis, facilitar perseguições e ampliar as oportunidades de ultrapassagem.
Aerodinâmica ativa substitui o DRS
O sistema DRS será aposentado. Em seu lugar, asas dianteira e traseira com elementos móveis ajustarão o carro entre dois modos principais: mais carga em curvas e menor arrasto em retas. Um “modo de ultrapassagem” poderá ser ativado por pilotos que estiverem até um segundo do adversário à frente, permitindo uso estratégico de energia extra.
Meta de carbono neutro até 2030
As mudanças compõem o plano da Fórmula 1 para zerar suas emissões líquidas de carbono até 2030. Menos combustível fóssil, maior participação elétrica e redução de peso são apontados como passos essenciais para atingir a meta sem sacrificar desempenho.
Equipes e pilotos que se adaptarem rapidamente ao novo pacote técnico poderão ganhar vantagem duradoura, enquanto quem errar na interpretação dessas regras corre o risco de ficar para trás quando a nova era começar, em 2026.
Com informações de F1Mania



