O diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, admitiu nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, que o regulamento de efeito solo introduzido em 2022 continha falhas estruturais não previstas pela entidade e pelas equipes. A era técnica, encerrada no Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2025, foi alvo de críticas públicas de pilotos como Lewis Hamilton e Max Verstappen.
Quiques e desgaste do assoalho expõem problemas
De acordo com Tombazis, dois fatores ganharam destaque negativo. O primeiro foi o fenômeno dos quiques (porpoising), que surgiu de forma intensa na temporada 2022. O segundo foi o desgaste excessivo do assoalho, que obrigou as equipes a aumentar a altura dos carros para cumprir o limite regulamentar. A medida, porém, trouxe risco de punições caso o cálculo fosse impreciso — situação que levou Ferrari e McLaren à desclassificação em 2025.
“O fato de a altura ideal ter caído tanto foi uma falha do regulamento de 2022. Não antecipamos isso, e as equipes também não”, reconheceu Tombazis. “Quanto aos quiques, o problema melhorou, mas eu gostaria que tivéssemos feito melhor desde o início.”
Suspensão não seria solução decisiva, diz FIA
Apesar das críticas recebidas, o dirigente descartou que regras mais rígidas para suspensão teriam evitado a crise. Segundo ele, alterações nessa área “apenas criariam outras opções” sem atacar a raiz do problema.
Novo pacote busca reduzir riscos em 2026
Para a próxima geração de carros, prevista para estrear nos testes de pré-temporada em Barcelona e no Bahrein, a FIA aposta em um assoalho mais plano. A expectativa é que a carga aerodinâmica não aumente de forma tão acentuada quando o carro se aproxima do solo, o que deve tornar os quiques menos prováveis.
Tombazis, porém, prefere cautela: “Não excluo algum caso isolado, mas agora o risco é menor e as equipes já sabem como reagir”. A entidade espera oferecer aos pilotos um conjunto mais previsível e menos desgastante fisicamente.
Com informações de Autoracing



