O diretor da Williams, James Vowles, afirmou que nenhuma fabricante de unidades de potência tem clareza sobre a própria posição para o novo regulamento da Fórmula 1, que estreia em 2026. Segundo o dirigente, especulações sobre uma eventual vantagem da Mercedes são fruto de uma “narrativa” criada por uma equipe e por um fornecedor de motor com o objetivo de influenciar mudanças técnicas.
“Ninguém sabe onde está em comparação aos demais”, declarou Vowles durante entrevista. “Parte do que vem sendo dito surgiu porque uma equipe e um fornecedor estão tentando moldar o debate para forçar ajustes nas regras.” O britânico não citou nomes, mas destacou que discussões recentes envolveram possíveis brechas em tópicos como taxa de compressão e uso da energia elétrica.
Estrutura diferente da Mercedes
Ex-chefe de estratégia da Mercedes, Vowles reconheceu a capacidade do antigo empregador em aproveitar mudanças de regulamento, mas ressaltou que a Williams parte de uma realidade distinta. “Eles puderam focar em refinar cada detalhe; nós ainda estamos construindo a base”, explicou.
O dirigente revelou que a equipe de Grove tomou decisões iniciais em janeiro de 2025 sobre conceito de chassi, combustível sustentável e gerenciamento de energia, mantendo o plano após revisão seis meses depois. “Foi um movimento corajoso, porque o espaço para escolhas vem diminuindo conforme as regras se tornam mais restritivas”, avaliou.
Sem repetição de 2014
Vowles não acredita em um domínio semelhante ao da Mercedes no início da era híbrida, em 2014. Para ele, concorrentes como Ferrari e Honda demonstraram competência suficiente para evitar grande disparidade. “Não espero que uma única fornecedora carregue todas as equipes”, observou.
Objetivos realistas
A Williams trabalha com a Mercedes no projeto do motor desde o início de 2024. Mesmo assim, Vowles adota cautela sobre metas esportivas. “Um top 3 seria além do que esperamos; avançar passo a passo, ano após ano, é mais sensato”, finalizou.
Com informações de F1Mania.net



