Max Verstappen declarou que uma eventual troca de equipe na Fórmula 1 dependeria de uma combinação de fatores que supera a simples busca por um carro mais veloz. Em entrevista à BBC Sport, o holandês, tetracampeão da categoria, explicou que qualquer decisão sobre seu futuro exige sintonia entre projeto esportivo, ambiente humano e objetivos pessoais.
Conversas com Mercedes foram “amistosas”
Durante a primeira metade da temporada de 2025, rumores ligaram Verstappen à Mercedes. O piloto confirmou que houve diálogos, mas garantiu que não passou de um contato exploratório. “Não vou mentir. É claro que houve conversas, já reconheci isso antes. Mas, ao mesmo tempo, foi tudo muito amigável e aberto. Nada mais”, afirmou.
Relação com a Red Bull pesa na balança
Verstappen chegou à Red Bull em 2016 e descreve a equipe como “uma segunda família”. Segundo ele, esse vínculo institui um obstáculo natural a qualquer mudança. “Se eu mudasse de equipe, é claro que seria uma grande mudança para mim, porque esta [Red Bull] parece uma segunda família, e isso não é fácil de reproduzir”, disse.
Decisão envolve carreira além do cockpit
O piloto ressaltou que o futuro na Fórmula 1 está ligado a planos de longo prazo. “Para mim, não se trata apenas de Fórmula 1. Há muitas coisas que precisam se encaixar para que eu faça uma mudança como essa. Futuros papéis e coisas do gênero”, comentou.
Olho em 2026
A temporada de 2026 surge como ponto de inflexão: será o primeiro ano da Red Bull com unidades de potência próprias, sem o comando técnico de Adrian Newey e após saídas importantes na estrutura da equipe. Nos bastidores, a Aston Martin aparece como possível destino de profissionais e, potencialmente, de pilotos, impulsionada pelo acordo com a Honda para fornecimento de motores.
Apesar das incertezas, Verstappen reforçou que apenas um alinhamento completo entre projeto esportivo, ambiente de trabalho e metas pessoais o faria considerar abandonar a Red Bull.
Com informações de F1Mania



