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Pat Symonds diz que novo motor da Fórmula 1 para 2026 virou “camelo” criado por comitê

Londres, 2 de janeiro de 2026 – Pat Symonds, ex-diretor técnico da Fórmula 1 e atualmente envolvido no projeto da Cadillac para a categoria, fez críticas contundentes ao conjunto híbrido que passa a equipar os carros nesta temporada.

Durante entrevista à revista Autocar, o engenheiro britânico classificou a nova unidade de potência como “um camelo”, metáfora usada para apontar decisões tomadas por comitês em vez de soluções de engenharia mais ousadas.

Saída da FOM e divergências com a FIA

Symonds revelou que deixou a Formula One Management (FOM) em parte por discordar do controle exercido pela FIA sobre o regulamento de 2026. Segundo ele, as normas finais não refletem a proposta original que defendia enquanto ainda trabalhava na entidade comercial do campeonato.

Concessões que diluíram a inovação

Para o engenheiro, a federação atendeu a diversas solicitações das escuderias, o que acabou enfraquecendo o potencial revolucionário do novo propulsor. Ele lembra que, ao elaborar o regulamento aerodinâmico de 2022 – baseado no efeito solo –, adotou postura mais rígida com as equipes, algo que não se repetiu no debate sobre o motor.

Recuperação de energia rejeitada

Um dos pontos centrais da crítica é a retirada do MGU-H e a recusa em instalar um sistema de recuperação de energia no eixo dianteiro, solução que, segundo Symonds, compensaria a perda do componente e aumentaria o nível de eletrificação dos carros. A proposta teria sido vetada por uma equipe e mal compreendida por dirigentes que a confundiram com tração integral permanente.

Entradas de novas montadoras

A eliminação do MGU-H foi pensada para atrair novos fabricantes. De fato, Ford e Audi confirmaram participação, enquanto Cadillac e Porsche demonstraram interesse – esta última abandonou o plano na fase final das negociações.

Preocupação com potência elétrica

Sem a recuperação no eixo dianteiro, Symonds teme que as unidades fiquem com autonomia elétrica limitada, obrigando equipes a buscar alternativas que ele não considera ideais do ponto de vista técnico.

Aerodinâmica recebe elogios

Apesar das reservas sobre o propulsor, o britânico elogia o chassi e a aerodinâmica concebidos para 2026, destacando o uso de elementos ativos como avanço significativo para o esporte.

Com informações de Autoracing

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