O francês Pierre Gasly, piloto da Alpine, fez críticas contundentes ao conceito de efeito solo utilizado pela Fórmula 1 desde 2022. Em declaração concedida neste sábado, 3 de janeiro de 2026, o competidor afirmou que os saltos incessantes dos carros — conhecidos como quiques — excederam o que considera aceitável para a categoria e afetaram diretamente a saúde dos pilotos.
Quiques “não eram sustentáveis” para a carreira
Gasly explicou que, para gerar carga aerodinâmica, os veículos precisavam circular muito próximos ao asfalto, resultado que provocou vibrações intensas. “Para nossas costas, foi pesado. Não é sustentável por uma carreira inteira”, resumiu. Ele elogiou o novo regulamento aerodinâmico previsto para 2026 e disse enxergar a mudança como um alívio.
Problema persistente desde 2022
Desde a introdução da atual geração de carros, o porpoising se manteve em pauta. Max Verstappen, Oliver Bearman e outros nomes da categoria reclamaram publicamente. O caso mais emblemático ocorreu no Grande Prêmio do Azerbaijão de 2022, quando Lewis Hamilton relatou dores intensas e deixou o carro com dificuldade após a corrida.
FIA reconhece falha no regulamento
Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, admitiu que o fenômeno foi subestimado durante a elaboração das regras. Embora o pacote técnico de 2026 reduza a dependência do solo, Tombazis alertou que o problema pode não ser totalmente eliminado.
Impacto além do desempenho
Segundo Gasly, a questão ultrapassa a busca por performance, envolvendo a integridade física dos pilotos. As quatro temporadas de quiques resultaram em compressão repetitiva na coluna, impactos constantes e tensão muscular prolongada, efeitos que podem se acumular ao longo da carreira.
Com a revisão do regulamento, a Fórmula 1 busca estabelecer um novo equilíbrio entre velocidade e segurança, tema que segue no centro do debate enquanto as equipes se preparam para a temporada de 2026.
Com informações de Autoracing



