Brackley (Reino Unido), 4 de janeiro de 2026 – Toto Wolff afirmou que o teto orçamentário da Fórmula 1 não teria alterado o desfecho da Mercedes no início da atual era de efeito solo. Segundo o chefe da equipe, mesmo sem a restrição de gastos, o caminho escolhido pelo time em 2022 teria mantido a escuderia atrás das rivais.
Ao apresentar o W13 em 2022, a Mercedes adotou a configuração radical sem sidepods. A solução, única no grid, parecia promissora, mas acabou comprovando falhas estruturais. Embora George Russell tenha conquistado a primeira vitória do novo regulamento ainda naquela temporada, o erro de conceito só foi admitido pela fábrica um ano e meio depois.
Wolff lembrou que, àquela altura, o teto orçamentário já limitava os gastos das equipes – 145 milhões de dólares no primeiro ano, 140 milhões em 2022 e 135 milhões nas três temporadas seguintes. “Sabíamos que a medida não era apenas comercial; tinha como objetivo nivelar o jogo”, disse. Para o austríaco, a regra reduziu a margem de manobra dos times que começaram no caminho errado e cristalizou parte do rendimento inicial.
Questionado se a Mercedes teria recuperado terreno sem a imposição financeira, Wolff foi direto: “Teríamos conseguido comprar nossa saída do problema? Red Bull e Ferrari também teriam os mesmos recursos, viraria uma guerra de gastos. O resultado seria igual: quem tem o melhor carro e o melhor piloto vence, e não fomos nós”.
Mesmo apontando a dificuldade extra imposta pela limitação de despesas, o dirigente entende que a filosofia de efeito solo colocou à prova a capacidade de reação de todos. “Houve alguma mobilidade no pelotão, mas não no nível anterior ao teto”, completou. Nessa fase, a Red Bull dominou campeonatos, a Ferrari manteve-se competitiva, a McLaren conseguiu se recuperar, e a Mercedes permaneceu fora da briga direta pelo título.
Com informações de Autoracing



