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Ocon avalia que pilotar carros da F1 em 2026 será “como trocar para um rali”

Esteban Ocon afirmou que a adaptação aos carros da Fórmula 1 de 2026 exigirá uma forma de condução completamente nova. O francês, que integra a Haas ao lado do britânico Oliver Bearman, já experimentou o conceito inicial no simulador e comparou a mudança ao salto de um monoposto para um veículo de rali.

“A diferença é enorme. É praticamente pular de um Fórmula 1 para um carro de rali no ano seguinte”, relatou o piloto aos jornalistas no domingo, 4 de janeiro de 2026, às 10h.

Regulamento altera chassi, motor e aerodinâmica

O novo conjunto de regras previsto para 2026 introduzirá chassis totalmente redesenhados, unidades de potência atualizadas e maior ênfase na aerodinâmica móvel. A parcela elétrica também ganhará peso na entrega total de potência.

Essa filosofia rompe com a atual geração de efeito solo, na qual a maior parte da carga aerodinâmica é gerada pelo assoalho, resultando em carros rígidos e pouco tolerantes. A partir de 2026, o equilíbrio dependerá menos desse conceito, alterando a sensação ao volante.

Impacto competitivo ainda indefinido

Cada equipe desenvolve suas próprias simulações, o que mantém em aberto o panorama do grid. Ocon acredita que, inicialmente, as diferenças entre os carros podem voltar a crescer, já que um pacote totalmente novo costuma abrir brechas para ganhos significativos logo no começo do ciclo.

Haas concentra esforços em 2025 antes de mergulhar em 2026

A escuderia norte-americana constrói um simulador próprio em parceria com a Toyota, mas ainda utiliza a estrutura da Ferrari em Maranello. Durante a última temporada, o trabalho no projeto de 2026 foi limitado para manter o foco em 2025. “Eu e o Ollie temos poucos dados até agora”, contou Ocon. “Quando a equipe define uma direção técnica, participamos das reuniões, mas o objetivo principal continuou sendo o carro do próximo ano.”

A estratégia rendeu o oitavo lugar no Mundial de Construtores, nove pontos à frente da Sauber e relativamente próxima de Aston Martin e Racing Bulls, posições que representam dezenas de milhões de dólares em premiação. O desenvolvimento aprofundado do modelo de 2026 começou apenas após o término do campeonato.

Segundo Ocon, essa decisão partiu do chefe de equipe, Ayao Komatsu, e conta com o aval do piloto: “Confio no que eles estão fazendo. Acho que é a escolha correta.”

Com informações de Autoracing

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