O diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, advertiu que as equipes podem enfrentar “miséria absoluta” nos primeiros meses do novo ciclo de regulamentos da Fórmula 1, previsto para entrar em vigor na próxima temporada.
As mudanças técnicas abrangem maior eletrificação das unidades de potência, um pacote aerodinâmico reformulado e modos de condução inéditos, exigindo rápida adaptação de engenheiros e pilotos. Segundo Tombazis, o impacto simultâneo sobre desempenho, estratégia e estilo de pilotagem torna o início do campeonato imprevisível.
“Um dos grandes desafios é trabalhar sem saber onde os concorrentes estão”, afirmou o dirigente. “Você não sabe se precisa recuperar um segundo de um ano para o outro ou se começará o campeonato vencendo — ou em total miséria.”
Tombazis, que já passou por diversas escuderias antes de assumir o cargo na FIA, lembrou a tensão vivida pelas equipes durante transições regulatórias. De acordo com ele, a falta de referências claras é psicologicamente desgastante para os profissionais envolvidos.
Para reduzir problemas inesperados, a federação informa que mantém diálogo constante com os times, revisando pontos sensíveis do texto técnico e fechando eventuais brechas de interpretação. “Trata-se de uma grande mudança estrutural que aborda muitos temas diferentes”, explicou o engenheiro grego. “Estamos trabalhando com as equipes para resolver pequenas questões até este exato momento.”
O novo regulamento ainda não foi testado em condições reais de pista, e Tombazis reconhece que os resultados iniciais podem não refletir o equilíbrio de forças ao longo da temporada.
Com informações de F1Mania



