Toto Wolff, diretor executivo e chefe da Mercedes desde 2013, descreveu o posto de liderança na Fórmula 1 como um verdadeiro “assento ejetável”. A afirmação foi feita em entrevista à revista Forbes, na qual o austríaco comentou a sequência de quatro mudanças de chefes de equipe registradas apenas em 2025.
“Você precisa ser excelente. Se passar de excelente para simplesmente bom—seja por falta de motivação ou por não acompanhar a tecnologia—este assento o ejetará”, declarou Wolff, que acumulou sete títulos de pilotos e oito de construtores à frente da Mercedes.
Pressão constante no paddock
O dirigente reconheceu que a Fórmula 1 moderna não permite acomodação. Qualquer queda de desempenho, seja técnica, estratégica ou humana, pode custar o emprego: “A régua está sempre no topo”, reforçou.
Gestão coletiva
Wolff refutou a ideia de liderança solitária dentro da escuderia alemã. “Essa noção de um único líder é algo com que eu realmente luto. Não posso ser o melhor CFO, CMO e CEO ao mesmo tempo. Se há uma decisão final a tomar, eu tomo, mas confio no coletivo”, explicou.
Estabilidade rara
No atual grid, quase todos os chefes de equipe assumiram o cargo após dezembro de 2022. Nome mais recente na lista, Adrian Newey passou a comandar a Aston Martin, sinalizando uma transição de perfis de liderança no paddock. Nesse cenário, Wolff tornou-se o chefe mais longevo em atividade.
“Minha tribo”
Apesar da pressão, o executivo afirma que sua motivação também é guiada por um senso de responsabilidade com a equipe. “Vejo a equipe como minha tribo; preciso protegê-la, mas também dar clareza sobre a missão”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



