Fernando Alonso iniciou nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, sua 23ª temporada na Fórmula 1 e fez um balanço das mudanças que presenciou desde a estreia em 2001. Em entrevista concedida ao The New York Times no fim do último campeonato, o bicampeão espanhol elogiou os progressos técnicos e de segurança, mas lamentou a perda de dinamismo dos monopostos modernos.
Segurança e eficiência em alta
Para Alonso, a categoria avançou “de forma significativa” em proteção aos pilotos, apresentação do espetáculo e desenvolvimento tecnológico. Ele citou, entre outros pontos, a introdução das unidades de potência que, a partir desta temporada, operam com 50 % de combustão interna e 50 % de energia elétrica. O novo regulamento também determina o uso de combustíveis 100 % sustentáveis.
Segundo o espanhol, os motores atuais consomem cerca de 60 % menos combustível do que há duas décadas, mantendo desempenho igual ou superior ao do início dos anos 2000.
Carros maiores e mais pesados
Apesar do avanço, Alonso observou que a busca por segurança e eficiência resultou em veículos mais longos e pesados, o que, na avaliação dele, comprometeu a agilidade e o prazer ao volante. Para 2026, os carros foram encurtados em 20 cm, estreitados em 10 cm e tiveram redução de 30 kg, mas o piloto da Aston Martin afirma que ainda estão distantes dos modelos que guiou no início da carreira.
Paixão intacta
Fora das pistas da F1, Alonso segue acelerando karts, buggies e carros de rali, mas diz que a categoria continua sendo o auge do automobilismo. “Mesmo com mudanças profundas e desafios técnicos constantes, a Fórmula 1 segue no topo”, resumiu.
Com informações de Autoracing



