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Fórmula 1 oficializa novo motor para 2026 com metade da potência vinda da eletricidade

Genebra, 8 de janeiro de 2026 – A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) detalhou as unidades de potência que estreiam na temporada 2026 da Fórmula 1. O pacote inaugura uma fase de eletrificação ampliada, uso de combustíveis neutros em carbono e teto de gastos específico para motores.

Combustão reduzida e elétrico reforçado

O motor a combustão segue um V6 1,6 L turbo, mas terá a produção limitada a aproximadamente 400 kW. A peça que desaparece é o MGU-H, retirada para simplificar o conjunto e atrair novos fornecedores.

Já o MGU-K ganha destaque: a potência triplica e chega a 350 kW, tornando a fonte elétrica responsável por cerca de metade da força total do carro. O novo equilíbrio impõe gerenciamento de energia bem mais rigoroso do que o atual.

Modos de uso da bateria

Para lidar com a descarga rápida, as equipes adotam estratégias de software. O tapering diminui gradualmente a entrega elétrica em velocidades muito altas, enquanto o Manual Override (Overtake Mode) libera potência extra para quem estiver a até um segundo do adversário, substituindo o DRS.

Nas retas longas de pistas como Monza ou Spa-Francorchamps, surge o risco de clipping – corte de energia quando a bateria esgota. Para reduzir o problema, as equipes ativarão o Low Drag Mode nos trechos pré-definidos pela FIA, voltando automaticamente ao High Downforce Mode nas curvas.

Novos protagonistas e desafios

A Red Bull estreia parceria com a Ford na produção de motores – a primeira unidade própria da equipe austríaca. A marca norte-americana participa no desenvolvimento de baterias e software, mas ambos enfrentam o desafio da falta de histórico em unidades de potência de F1.

A Audi comprou a Sauber para ter controle total do projeto e aposta na experiência em sistemas elétricos, embora ainda precise acelerar o aprendizado sobre combustão interna. Ferrari, Mercedes e Honda (agora ligada à Aston Martin) mantêm programas independentes na tentativa de recuperar ou sustentar competitividade.

Teto de gastos e restrições de teste

O regulamento limita a USD 130 milhões anuais o orçamento de cada fabricante para desenvolvimento de motores, valor separado do teto operacional das equipes, fixado em torno de USD 140 milhões. Também há limites de horas de teste antes da homologação, o que aumenta a dependência de simulações CFD.

Ao todo, seis fabricantes trabalham para alinhar metal, química e código dentro das novas regras. A FIA espera que a combinação de eletrificação majoritária, combustíveis limpos e controle de custos torne o grid mais equilibrado a partir de 2026.

Com informações de Autoracing

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