São Paulo, 12 de janeiro de 2026 – O ex-diretor de prova da Fórmula 1, Niels Wittich, afirmou ter sido demitido pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sem receber qualquer explicação oficial.
Em entrevista à agência DPA, o dirigente contou que foi convocado para uma reunião em Genebra durante a pausa do calendário no fim da temporada 2024 e deixou o encontro sem o cargo que ocupava desde 2023. “Perguntei várias vezes o motivo da decisão e até hoje não obtive resposta”, declarou.
Versões divergentes
Segundo Wittich, ele não pediu demissão, versão que contraria o comunicado da FIA de que o profissional teria saído por vontade própria para buscar novos desafios. Embora o texto oficial elogiasse seu trabalho, o ex-diretor classifica o episódio como um sinal de que dirigentes seniores não são valorizados pela entidade sob a presidência de Mohammed Ben Sulayem.
Demissões em série
O alemão relatou que outros nomes experientes também perderam suas funções, entre eles o chefe de comissários Tim Mayer e a diretora-adjunta de provas da Fórmula 2, Janette Tan. “Foi amargo ver tantas pessoas, inclusive contratados permanentes, afastadas sem explicação”, afirmou.
Gestão na F1
Wittich assumiu o posto de diretor único de prova da F1 em 2023, após a saída de Michael Masi e o término do modelo compartilhado com Eduardo Freitas. Durante sua gestão, ganhou destaque a aplicação rigorosa do regulamento sobre o uso de joias pelos pilotos. “Há um conjunto claro de regras que precisa ser cumprido, e os pilotos são referência para a próxima geração”, disse.
Repercussão
O ex-piloto Ralf Schumacher classificou a demissão como “erro absoluto” e sugeriu possível influência política na decisão. Atualmente, Wittich atua como diretor de provas do GT World Challenge e comentarista da emissora Sky. “Ficou claro que nosso desempenho individual não teve prioridade. Não espero resposta nem em cem anos”, concluiu.
Com informações de Autoracing



