A Ferrari entra na temporada 2026 da Fórmula 1 pressionada a transformar o novo carro, o SF-26, em um projeto vencedor. A exigência recai sobre três figuras centrais: o chefe de equipe Frédéric Vasseur e os pilotos Lewis Hamilton e Charles Leclerc.
Novo regulamento e mudanças no SF-26
Com as regras técnicas da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) totalmente renovadas, a equipe redesenhou o monoposto para se adaptar ao campeonato que começa neste ano. O desenvolvimento, liderado pelo diretor técnico Loic Serra, prioriza o gerenciamento dos pneus e a estabilidade em condições de baixa aderência.
Para atingir esses objetivos, a suspensão passou a seguir o conceito push-rod, buscando oferecer uma plataforma mecânica mais previsível. Hamilton e Leclerc solicitaram um carro de respostas rápidas e comportamento consistente, algo que a engenharia em Maranello tenta garantir no novo modelo.
Pressão e prazos internos
A cúpula da equipe determinou que o primeiro semestre de 2026 será decisivo para avaliar o trabalho de Vasseur. Após uma temporada sem vitórias, resultados negativos nas primeiras cinco corridas podem colocar o cargo do dirigente em risco.
Futuro dos pilotos
Dentro do cockpit, o desempenho do recém-chegado Hamilton, que enfrentou dificuldades no ano passado, será acompanhado de perto. Caso a parceria não renda, o britânico Oliver Bearman desponta como candidato à vaga a partir de 2027.
Leclerc, por sua vez, demonstra impaciência pela falta de um carro competitivo desde sua chegada em 2019. O monegasco analisa alternativas para o longo prazo e já é observado pela Aston Martin, que o vê como possível líder para seus projetos futuros.
A Ferrari reconhece que 2026 pode ser um ponto de inflexão. Um pacote técnico robusto é visto como fundamental para reter talentos e planejar 2027 sem sobressaltos.
Com informações de Autoracing



