A Alpine enfrenta pressão para apresentar resultados já no início da temporada 2026, após anos marcados por falhas técnicas. Nos bastidores, a equipe francesa discute mudanças no quadro societário que podem incluir a entrada de Christian Horner, atual chefe de um consórcio de investidores interessado em adquirir parte da operação.
Segundo fontes próximas às negociações, Horner avalia duas alternativas para retornar ao grid da Fórmula 1: criar uma nova escuderia ou assumir um projeto existente. A segunda opção tornou-se a preferida por exigir menos tempo e aproveitar infraestrutura já instalada. Nesse cenário, a Alpine desponta como o alvo principal.
Rumores indicam que a americana Otro Capital, detentora de 24% da equipe, considera vender sua fatia. A movimentação abriria espaço para que Horner e seus parceiros assumissem papel relevante na gestão técnica, área em que o britânico é reconhecido por implementar processos de engenharia e simulação de alto nível.
O valor de mercado da Alpine ainda é tema de debate. A recente avaliação da Aston Martin em US$ 3,2 bilhões serve de referência e eleva as expectativas sobre o preço das ações disponíveis. Qualquer acordo, contudo, depende do aval da Renault, acionista majoritária, que pode vetar a entrada de novos sócios — inclusive de Horner. A presença de Flavio Briatore como consultor executivo acrescenta tensão política às tratativas.
Em caso de aquisição, a engenharia da Alpine passaria por ampla reestruturação. Horner costuma priorizar a eficiência aerodinâmica e a integração total entre chassi e unidade de potência, o que exigiria ajustes nos fluxos de trabalho para eliminar gargalos de produção. Os próximos meses serão decisivos enquanto a Otro Capital busca concluir a venda e a Renault avalia a proposta.
Com informações de Autoracing



