Detroit, 15 de janeiro de 2026 – Em meio ao inverno rigoroso da cidade, Ford e Red Bull apresentaram novas informações sobre o “Projeto Everest”, motor que a dupla prepara para o grande pacote técnico da Fórmula 1 em 2026. Representantes das duas companhias falaram em ambiente de otimismo, destacando marcos recentes na fase de testes e reforçando que a unidade de potência atende integralmente às diretrizes da FIA.
Marcos técnicos e foco na parte elétrica
De acordo com fontes presentes no encontro, a Red Bull Powertrains já atinge pontos cruciais de desenvolvimento. A Ford, responsável pela fração elétrica da unidade híbrida, utiliza know-how de veículos de rua para aproximar a divisão de potência a uma proporção de 50/50 entre combustão e eletricidade. O software de gerenciamento foi calibrado para minimizar o “clipping”, perda de potência comum na fase final das retas.
Com o combustível 100 % sustentável como obrigação regulatória, a dupla afirma estar dentro dos prazos para homologação. Curiosidades de rivais como Mercedes e Ferrari se concentram em possíveis brechas técnicas, mas fontes ligadas à Ford dizem não haver pendências junto à federação.
Status de novo fabricante garante benefícios
Reconhecida pela FIA como fabricante estreante, a Red Bull Powertrains recebeu orçamento maior e mais horas de dinamômetro. A Ferrari contestou o critério, alegando transferência de propriedade intelectual da Honda, porém o órgão regulador sustentou que o projeto começou “do zero”.
Rumores sobre dificuldades de recarga de bateria em pistas longas – o chamado efeito paraquedas – foram refutados: engenheiros afirmam que o software já otimiza esse fluxo de energia sem violar restrições eletrônicas.
Integração motor-chassi como trunfo
A proximidade física entre os departamentos de chassi e motor em Milton Keynes é apontada como vantagem competitiva. Jim Farley, CEO da Ford, e Laurent Mekies, diretor da Red Bull, citaram a “confiança plena” de Max Verstappen nos números apresentados, reforçando que a integração de embalagem pode oferecer ganho aerodinâmico exclusivo.
Comparação com o projeto da Audi
Enquanto a Red Bull divide responsabilidades com a Ford, a Audi centraliza todo o desenvolvimento em Neuburg, na Alemanha, e já mantém um propulsor completo em dinamômetro desde o ano passado. O desafio germânico reside na adaptação à futura parceira Sauber, diferentemente da estrutura integrada de Milton Keynes.
A Audi persegue alta eficiência térmica para compensar possíveis lacunas elétricas, estratégia oposta ao foco da Red Bull em fornecimento constante de energia. Nos bastidores, avalia-se que a equipe anglo-austríaca inicia com vantagem pela experiência vitoriosa recente, embora o histórico alemão em Le Mans sugira margem de evolução maior a longo prazo.
Referência de Le Mans
Entre 2012 e 2014, a Audi venceu Le Mans com o R18 e-tron quattro, que combinava motor diesel V6 TDI às rodas traseiras e sistema híbrido no eixo dianteiro. A conquista de 2012 serviu como prova da confiabilidade de tecnologias híbridas em corridas de 24 horas, superando a Toyota no período.
O “Projeto Everest” segue agora para novas fases de teste, mantendo a expectativa de estreia oficial na pré-temporada de 2026.
Com informações de Autoracing



