HomeFórmula 1Red Bull defende fim da homologação para motores a partir de 2026

Red Bull defende fim da homologação para motores a partir de 2026

A Red Bull Racing quer que a Fórmula 1 libere completamente o desenvolvimento dos novos motores que estreiam em 2026. A equipe, que apresentará sua própria unidade de potência sob o selo Red Bull Powertrains-Ford, entende que o processo de homologação imposto pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) limita a competitividade e freia a inovação.

As regras técnicas que entram em vigor dentro de dois anos dividem quase igualmente a geração de energia entre o motor a combustão interna e o sistema elétrico. Para evitar disparidades, a FIA criou o mecanismo de Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualizações (ADUO), que permite alterações nos propulsores somente após a sexta corrida da temporada.

No entanto, Ben Hodgkinson, diretor técnico da Red Bull Ford Powertrains, considera o dispositivo insuficiente. “Eu pessoalmente adoraria acabar com a homologação, ter uma disputa sem restrições, é isso que eu realmente gostaria”, afirmou durante a apresentação da pintura do carro que será usado em 2026.

O engenheiro prevê um período de testes privados em Barcelona marcado por quebras frequentes, resultado do novo regulamento. Para ele, o longo ciclo de desenvolvimento de um motor, muito maior que o de um chassi, pode cristalizar vantagens obtidas logo na primeira etapa do campeonato. “Se uma equipe tiver uma vantagem no motor na primeira corrida, vai demorar um tempo até que outras equipes consigam alcançar”, explicou.

A possibilidade de introduzir atualizações poucas semanas depois do início do campeonato, permitida pelo ADUO, também é vista como limitada. “Acho que é muito desafiador criar uma atualização em algumas semanas. Se eu tivesse vinte quilowatts para adicionar ao motor agora, faria isso”, completou Hodgkinson.

Com a chegada das novas unidades de potência e a alteração radical nas regras, a Red Bull admite que 2026 será um ano de grandes desafios, mas sustenta que a liberdade total de desenvolvimento é fundamental para manter a competição em alto nível.

Com informações de F1Mania.net

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