A Red Bull se prepara para um dos maiores desafios de sua trajetória na Fórmula 1. A partir de 2026, a equipe passará a alinhar o DM01 — primeira unidade de potência totalmente desenvolvida em sua fábrica, em parceria técnica com a Ford — e admite que o processo exigirá “noites sem dormir”.
O novo ciclo de regulamentos da categoria começa em 2026, e o motor leva as iniciais do fundador da empresa, Dietrich Mateschitz. O projeto é conduzido pelo departamento Red Bull Powertrains, instalado em Milton Keynes, Reino Unido, e marca a volta oficial da Ford à F1 depois de mais de duas décadas.
Desafio de igualar rivais experientes
Chefe da equipe, Laurent Mekies lembrou que construtoras como Ferrari e Mercedes acumulam cerca de 90 anos de experiência na fabricação de motores de competição. “Depois de tudo o que foi dito sobre o tamanho do desafio de começar do zero, seria ingênuo acreditar que chegaremos à primeira corrida no mesmo nível de quem produz motores há 90 anos”, afirmou.
Segundo Mekies, a expectativa é enfrentar “dificuldades, dores de cabeça e noites sem dormir”. Ainda assim, o dirigente reforçou a confiança na formação do grupo interno e no suporte norte-americano. “Reunimos pessoas e parceiros incríveis. Passaremos por esses obstáculos e, no futuro, eles serão apenas lembranças do que tivemos de superar para dominar.”
Papel da Ford
O CEO da Ford, Jim Farley, destacou que a montadora pretende ter clareza absoluta sobre onde pode contribuir para extrair desempenho e acelerar o desenvolvimento do DM01. “Saber exatamente como ajudar a transformar a primeira corrida e o início da temporada em sucesso é o mais importante”, declarou.
Próximos passos
Os primeiros testes de bancada e shakedowns do propulsor estão previstos para os próximos meses. Com a produção de chassi e motor sob o mesmo teto, a Red Bull será observada de perto na pré-temporada de 2026, quando a equipe assumirá oficialmente o status de fabricante completo dentro da Fórmula 1.
Com informações de F1Mania.net



