Às vésperas do início da pré-temporada da Fórmula 1, a Red Bull Racing voltou a negar que a Mercedes tenha descoberto uma brecha no novo regulamento de unidades de potência válido a partir de 2026. A equipe de Milton Keynes afirma que a própria rival estaria estimulando especulações para aparentar superioridade técnica.
Os boatos surgiram nos bastidores do paddock indicando que a Mercedes teria obtido ganho relevante ao explorar regras de compressão do motor. Segundo essas informações, o time de Brackley largaria na frente na corrida de desenvolvimento que terá início em Barcelona.
Ben Hodgkinson, diretor técnico da Red Bull Powertrains-Ford e ex-integrante da Mercedes por duas décadas, repudiou a narrativa. “Acredito que muito desse assunto começou na Mercedes”, declarou o engenheiro. Ele recorreu a um ditado familiar para ilustrar sua opinião: “Minha avó dizia que lata vazia faz mais barulho”.
Hodgkinson sugeriu que a escuderia alemã pode estar tentando atrair profissionais ao mercado ao propagar a ideia de vantagem competitiva. “Repetiram tanto que muitos passaram a aceitar como fato”, comentou.
O dirigente reforçou que a Red Bull se concentra unicamente no trabalho em fábrica e na pista. “Quero apenas baixar a cabeça, trabalhar e deixar os resultados falarem”, afirmou.
Apesar das críticas, Hodgkinson reconheceu a competência da ex-casa: “A Mercedes é um fabricante muito capaz; sei disso porque estive lá por 20 anos”. Entretanto, garantiu que o foco agora é “voltar a correr” e observar o desfecho quando os carros entrarem no circuito.
Além das suspeitas sobre a Mercedes, a própria Red Bull também enfrenta questionamentos de que teria ganho vantagem em seu motor sob os mesmos regulamentos que entram em vigor em 2026. Ambas as alegações, contudo, permanecem sem confirmação oficial e deverão ser testadas somente quando os novos propulsores forem para a pista.
Com informações de F1Mania



