O português Rui Marques completou em 2025 sua primeira temporada integral como diretor de provas da Fórmula 1 e recebeu elogios de equipes e pilotos pela condução mais próxima e direta com o grid.
Marques assumiu a função no lugar de Niels Wittich pouco antes do GP de Las Vegas de 2024, etapa noturna em circuito urbano considerada uma das mais complexas do calendário. À época, chamou atenção pela resposta rápida às preocupações de traçado apresentadas pelos competidores.
Trabalho coletivo em foco
Em entrevista ao portal Motorsport.com, o dirigente minimizou o protagonismo individual e destacou a estrutura que o apoia. “Tem sido fantástico. No fim das contas, a maioria dos diretores de prova sonharia com esse cargo. Claro, é um assento quente, mas tenho uma ótima equipe comigo. Não é o trabalho de uma só pessoa”, afirmou.
Segundo Marques, o controle de prova opera com cinco profissionais na sala principal, além de um centro secundário em Genebra. “Há uma grande equipe por trás de mim”, completou.
Experiência até chegar à F1
O português lembrou o percurso até o topo do automobilismo: “Como diretor de provas, completei todas as etapas. Passei por F4, Fórmula Regional, F3 e F2, além de carros de turismo, endurance mundial e Le Mans. A F1 é outro nível, então os padrões são ainda mais altos”.
Elogios do grid
Carlos Sainz, diretor da associação de pilotos (GPDA), foi direto: “Honestamente, só posso dizer coisas boas sobre o Rui. A maneira como assumiu o cargo, nos ouviu e aplicou mudanças faz dele uma das figuras-chave para que nos sintamos confortáveis”.
No início de 2025, George Russell também aprovou a postura. “Tem sido revigorante tê-lo a bordo. Ele e o Tim têm sido receptivos, ouvem e reagem, e acho que estamos todos mais felizes agora”, declarou o britânico.
Alinhamento com segurança e diálogo
Marques ressalta que o diálogo não compromete a aplicação do regulamento. “Nunca senti que estamos de um lado ou de outro. No fim das contas, fazemos parte do mesmo espetáculo e precisamos trabalhar juntos”, disse. Para ele, ouvir quem está no cockpit é fundamental: “Trabalho com 20 dos melhores pilotos, então preciso absorver a experiência deles”.
O diretor admite que nem sempre será possível atender a todas as solicitações por limitações de circuito e regras, mas afirma que a comunicação tem funcionado. “Estou realmente gostando”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



