HomeFórmula 1Orçamento limitado impede George Russell de levar carros de F1 para casa

Orçamento limitado impede George Russell de levar carros de F1 para casa

George Russell afirmou que o teto orçamentário da Fórmula 1 tem frustrado seu desejo de colecionar os carros que pilota na categoria.

Em entrevista publicada nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, o britânico explicou que as restrições financeiras impostas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) reduziram drasticamente a quantidade de chassis produzidos por temporada, eliminando unidades de “sobra” que poderiam ir para as mãos dos pilotos.

Segundo Russell, a Mercedes fabrica atualmente no máximo quatro monocoques por ano. Antes da adoção do limite de gastos, equipes chegavam a construir entre 15 e 20 chassis, sobretudo na época de testes ilimitados, há cerca de duas décadas.

Mercado restrito para carros modernos

Modelos dos anos 1990, como a Benetton da primeira vitória de Michael Schumacher e a McLaren usada por Ayrton Senna no GP do Brasil de 1991, aparecem com frequência em leilões milionários. Já os carros das temporadas recentes quase não deixam os boxes ou museus das equipes.

Exceção recente: Carlos Sainz

Russell lembrou que casos de pilotos levando carros atuais para casa são raros. O último exemplo foi o de Carlos Sainz, que recebeu da Ferrari o SF-75 de 2022 ao encerrar seu vínculo com a escuderia — justamente o modelo com o qual conquistou sua primeira vitória na F1.

Tentativa em vão no contrato

O britânico revelou ter negociado a inclusão de um carro no mais recente acordo com a Mercedes, sem sucesso. “Adoraria colecionar meus próprios carros de F1, mas, por causa do teto orçamentário, ainda produzimos apenas três ou quatro monocoques por ano”, disse.

Proposta de fabricar monocoques fora do limite

Para Russell, permitir a produção de chassis fora do orçamento regulamentado seria viável, já que outras peças são produzidas em grande quantidade. Ele citou a existência de ao menos cinco motores por piloto a cada temporada, além de múltiplos conjuntos de asas traseiras e dianteiras, bem como diversos assoalhos. “Talvez eu devesse conversar com a FIA sobre isso”, concluiu.

Com informações de Autoracing

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