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Chefe da Haas prevê grande disparidade entre equipes na Fórmula 1 de 2026

Ayao Komatsu, chefe de equipe da Haas, acredita que a temporada 2026 da Fórmula 1 registrará diferenças significativas de desempenho entre as escuderias. Em apresentação realizada nesta terça-feira (20), o dirigente apontou a nova unidade de potência e o regulamento aerodinâmico como os principais vetores dessa variação.

Nova era técnica aumenta as incógnitas

A partir de 2026, os motores passam a dividir igualmente a geração de energia entre combustão interna e parte elétrica, além de utilizarem combustíveis 100% sustentáveis. Paralelamente, a carroceria foi redesenhada para favorecer ultrapassagens e reduzir desvantagens em pista.

Apesar da proximidade do início do campeonato na Austrália, a maioria das equipes revelou apenas as pinturas de seus carros, evitando expor soluções aerodinâmicas antes do primeiro GP.

Unidades de potência podem repetir 2014

Para Komatsu, a diferença na eficiência dos motores pode ditar o ritmo das primeiras provas, cenário que remete a 2014, quando a Mercedes largou na frente na era turbo-híbrida. Atualmente, a Mercedes fornece motores para quatro equipes, a Ferrari para três, a Red Bull para duas, enquanto Audi e Honda atendem uma cada.

“Vai existir uma enorme variação entre as equipes por causa de dois elementos: primeiro, a UP; depois, a aerodinâmica, que está completamente aberta”, declarou o japonês durante a apresentação do VF-26.

Desenvolvimento acelerado

Segundo o chefe da Haas, a ordem competitiva pode se definir nas quatro primeiras corridas, mas dificilmente permanecerá estática até o fim do ano. Ele projeta atualizações constantes ao longo da temporada, com potencial para mudar o cenário visto nas etapas iniciais.

Foco inicial na gestão de energia

A Haas adota cautela em relação a metas de resultado. O esforço inicial está concentrado em compreender a gestão de energia da nova unidade de potência antes mesmo dos primeiros testes. Concluída essa fase, o desenvolvimento aerodinâmico ganhará prioridade, com capacidade de reação rápida caso novos conceitos se mostrem necessários.

“Se precisarmos mudar de direção, temos de fazer isso sem demora”, reforçou Komatsu, destacando a importância da comunicação interna e do trabalho coletivo.

A equipe afirma que vem aprimorando seus processos nos últimos anos, mas reconhece que a complexidade do regulamento de 2026 exigirá ainda mais agilidade para acompanhar a evolução técnica do grid.

Com informações de Autoracing

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