HomeFórmula 1Primeiras imagens do Mercedes W17 revelam soluções aerodinâmicas incomuns

Primeiras imagens do Mercedes W17 revelam soluções aerodinâmicas incomuns

Silverstone (Reino Unido) – 22 de janeiro de 2026. A Mercedes apresentou nesta quinta-feira as primeiras imagens e um vídeo do W17, carro que disputará a temporada 2026 da Fórmula 1. Os registros, feitos durante um shakedown no circuito de Silverstone, indicam escolhas de projeto que diferem das vistas até agora em outros modelos do novo regulamento.

Carroceria traseira mais baixa

O ponto que mais chama a atenção é a carroceria traseira: o perfil é mais baixo e se eleva apenas no trecho final, contraste marcado em relação às soluções com forte declive adotadas por várias equipes para 2026. Como as filmagens foram realizadas a distância, ainda não é possível confirmar todos os detalhes, mas a opção sugere abordagem distinta de gerenciamento de fluxo de ar na parte posterior do carro.

Suspensão dianteira mantém pushrod

Tal como em 2025, a Mercedes permaneceu com a suspensão dianteira pushrod. No ano passado, o time foi exceção; agora, a configuração se torna maioria sob o novo conjunto de regras técnicas. A escolha é justificada pelo menor peso do sistema — fator importante para atingir o limite mínimo reduzido para 770 kg — e pela amplitude de acerto que oferece.

Ajustes exigidos pelo novo assoalho

Com o fim dos túneis Venturi e a adoção de fundo plano menos rígido, espera-se que os carros trabalhem com altura um pouco maior e recuperem certa inclinação (rake) nas frenagens, deslocando o centro de pressão para a dianteira em curvas lentas. Nessa configuração, o ganho estrutural de uma suspensão com tirantes deixa de ser decisivo.

O bico do W17 está conectado ao elemento central de uma asa dianteira de três perfis por dois pilares, criando ampla abertura para o ar se direcionar ao assoalho. Como o downforce sob o carro diminuiu, a Mercedes enfatiza a geração de carga na traseira através do desenho do piso e das laterais.

Placa do assoalho e sidepods em foco

Nas renderizações, a placa do assoalho à frente das entradas dos sidepods parece trabalhar intensamente a indução de fluxo — área que o novo regulamento destina a redirecionar o ar oriundo das rodas dianteiras. A estratégia, embora busque eficiência, também deixa maior turbulência para o carro de trás. A comparação com a VCARB em Ímola indica abordagens opostas, já que o time italiano procura suavizar essa indução.

Expectativa para os testes

Ainda que as imagens mostrem uma cobertura de motor quase plana, não está claro se o W17 de corrida repetirá esse formato ou incorporará, mais adiante, superfícies com fluxo descendente semelhante ao observado em rivais. Essas respostas virão apenas nos testes de pré-temporada, quando o modelo definitivo entrar na pista.

Até lá, permanece a dúvida no paddock: a Mercedes encontrou um caminho inovador ou apenas escondeu cartas no lançamento digital? O veredicto começará a tomar forma quando o carro real completar seus primeiros quilômetros oficiais.

Com informações de Autoracing

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