A Ferrari segue mobilizada para reduzir a vantagem que, segundo a equipe, Mercedes e Red Bull conquistaram ao adotar um “truque” de projeto em suas unidades de potência. O tema foi tratado na quinta-feira (22) em reunião entre representantes das equipes e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), mas, por ora, nenhuma alteração no regulamento foi aprovada.
Na pauta do encontro estava a possibilidade de modificar a forma de medição da relação de compressão dos motores. A Ferrari considera o critério atual favorável às rivais e defende ajustes que neutralizem o ganho de desempenho identificado nos propulsores Mercedes e Red Bull Powertrains-Ford.
Enrico Gualtieri, responsável pelo departamento de motores da escuderia italiana, afirmou que as tratativas continuarão: “Ainda estamos discutindo com a FIA. Tivemos uma reunião técnica ontem e teremos outra nos próximos dias, até o encontro do Power Unit Advisory Committee (PUAC)”, declarou.
Mesmo com o empenho da Ferrari, é improvável que qualquer mudança entre em vigor antes de 2026, pois as unidades de potência já foram homologadas para esse ciclo técnico. Além disso, há pouca adesão dentro do grid para proibir o recurso empregado por Mercedes e Red Bull, já que seis equipes utilizarão motores fornecidos por esses fabricantes.
Honda e Audi também manifestaram interesse em ajustes antes do início da próxima temporada, mas a percepção predominante é de que o prazo para alterações em 2026 está se esgotando.
Com informações de f1mania.net



