Johanesburgo, 4 de fevereiro de 2026 – O ministro dos Esportes da África do Sul, Gayton McKenzie, reconheceu que o país não conseguirá receber uma etapa da Fórmula 1 “no próximo ano” e afirmou que o governo subestimou a dimensão dos investimentos necessários para viabilizar o evento no Autódromo de Kyalami.
Em entrevista à emissora eNCA, McKenzie declarou que a pasta “subestimou o que é necessário para sediar a F1”, mesmo contando com apoio da categoria. Segundo ele, agora uma equipe de especialistas trabalha em uma proposta “irrecusável”, mas sem prazo definido para a concretização.
Kyalami investe para obter homologação
Paralelamente às incertezas políticas, o circuito de Kyalami prossegue com obras para alcançar a homologação Grau 1 da FIA – requisito básico para receber a Fórmula 1. Os investimentos, estimados entre US$ 5 milhões e US$ 10 milhões, concentram-se em áreas de escape, barreiras, cercas de contenção de detritos, zebras e drenagem. O traçado original será mantido.
Calendário lotado dificulta inclusão
A categoria já confirmou 24 provas para 2026, e a maioria dos contratos vigora por longo prazo. Apenas o acordo com Barcelona se aproxima do vencimento, mas o circuito espanhol pode renegociar, reduzindo ainda mais as oportunidades. Portugal está garantido em 2027 e 2028, e o Grande Prêmio da Bélgica passará a ser rotativo a partir de 2027, deixando poucas brechas para novas sedes.
Ceticismo entre especialistas
O jornalista automotivo Sudhir Matai, do site Double Apex, expressou dúvidas sobre o projeto sul-africano, lembrando que McKenzie prometeu devolver a F1 ao país e ganhou popularidade entre torcedores, mas “continuamos sem estar mais próximos de uma corrida em solo africano”.
Concorrência dentro do continente
Kyalami afirma estar cerca de 90% pronto e poderia receber a categoria “em 2027 ou 2028”, caso surja vaga. No entanto, Ruanda estuda apresentar candidatura e mira 2029, tornando-se potencial concorrente por um dos raros espaços disponíveis no calendário.
Com informações de Autoracing



