A Williams avalia novas estratégias para garantir energia elétrica suficiente em cada volta da Fórmula 1 a partir de 2026. Com a próxima geração de unidades de potência elevando a parte elétrica de 120 kW para 350 kW, a equipe procura maneiras de compensar a ainda limitada capacidade das baterias.
Durante a apresentação da pintura do FW48, o diretor técnico de engenharia, Matt Harman, explicou que o motor a combustão poderá ser acionado mesmo nas curvas para repor carga: “A recuperação de energia será um grande desafio. Sabemos por que teremos aerodinâmica ativa e precisamos maximizar essa recuperação”, comentou.
Uma das soluções em estudo é utilizar marchas mais baixas em pontos específicos do circuito. Segundo Harman, os pilotos podem chegar a selecionar a primeira marcha em trechos onde normalmente não seria necessário, aumentando a regeneração, mas exigindo controle extra de estabilidade na traseira.
Angelos Tsiaparas, chefe de engenharia de pista, comparou a ideia a carros híbridos de rua, nos quais o motor elétrico gera torque negativo sem a necessidade de freio para produzir eletricidade. Com o salto de potência elétrica previsto para 2026, a equipe acredita que essa abordagem será ainda mais eficaz.
Harman acrescentou que o desempenho dos novos motores dependerá da integração com os chassis atualizados. “O segredo para 2026 será otimizar todo o sistema, do motor ao chassis”, disse, destacando que o processo ainda está em desenvolvimento.
Com informações de F1 Mania



