O ex-piloto de Fórmula 1 Johnny Herbert afirmou que, pelos primeiros indícios, a Mercedes desponta como forte candidata ao título da temporada 2026. Ainda assim, o britânico evita cravar qualquer hierarquia e considera Red Bull e Ferrari como ameaças reais.
Domínio histórico pesa a favor da Mercedes
Segundo Herbert, as novas regras de unidades de potência reacendem a lembrança do domínio absoluto da marca alemã quando a era turbo-híbrida começou, em 2014. Entre 2014 e 2021, a equipe de Brackley emendou oito títulos seguidos no Mundial de Construtores, sequência interrompida apenas com a chegada dos carros de efeito solo.
No recente shakedown de cinco dias realizado em Barcelona, a Mercedes completou 502 voltas — mais do que qualquer outra equipe —, desempenho que reforçou a percepção de solidez na preparação para o novo campeonato.
Ferrari exibe sinais encorajadores
Embora o volume de voltas da Mercedes tenha chamado atenção, a Ferrari também saiu bem avaliada. A escuderia italiana planeja levar uma série de atualizações ao primeiro teste oficial de três dias no Bahrein. Em Barcelona, Lewis Hamilton registrou a volta mais rápida enquanto a equipe vermelha fechou o ensaio com o segundo maior número de giros completados.
Olho no novo motor da Red Bull
Herbert destaca que a Red Bull não pode ser descartada. A unidade de potência desenvolvida internamente pela equipe gerou comentários positivos no paddock, e George Russell elogiou o trabalho liderado pelo time de Max Verstappen e Isack Hadjar. A principal incógnita recai sobre como a escuderia austríaca lidará, pela primeira vez, com o papel de fornecedora do próprio motor.
Cautela até a primeira corrida
Para o ex-piloto, os resultados dos testes devem ser interpretados com cuidado. “É cedo para dizer onde cada um está”, ressaltou. Ele lembra que problemas pontuais ainda precisam ser resolvidos e que só na abertura do campeonato será possível confirmar o real equilíbrio de forças.
Herbert acredita que três fatores serão decisivos: o nível de preparação da Mercedes, a capacidade da Red Bull de adaptar-se ao novo motor e a eficiência da Ferrari em transformar bom ritmo de testes em resultados de classificação e corrida. O britânico cita os últimos anos da escuderia italiana, que largou bem nos ensaios, mas não manteve o desempenho ao longo da temporada.
“Testes são sempre difíceis de analisar, mas minha sensação é que a Mercedes continua parecendo forte”, concluiu.
Com informações de Autoracing



