A discussão sobre a legalidade do novo motor da Mercedes para 2026 ganhou força depois que a Red Bull mudou de posição e passou a apoiar Ferrari, Honda e Audi no pedido de intervenção imediata da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
Controvérsia técnica
Equipes rivais alegam que a Mercedes desenvolveu um projeto capaz de cumprir os testes estáticos de compressão a frio exigidos pela FIA, mas que, em temperatura operacional, alcançaria uma taxa de compressão efetiva superior. O ganho estimado seria de 10 a 15 cv.
Debate dentro da FIA
O tema vem sendo discutido desde dezembro e voltou à pauta na última reunião do Power Unit Advisory Committee (PUAC), realizada na semana passada. Uma das propostas avaliadas é substituir os testes a frio por verificações com os componentes aquecidos, o que eliminaria a suposta brecha.
Publicações italianas, como a revista Autosprint, informam que a FIA estuda introduzir testes estáticos a quente já no Grande Prêmio da Austrália, caso a mudança seja aprovada em votação. Outras fontes afirmam que diferentes alternativas seguem em análise e que qualquer alteração dependerá do processo político habitual da Fórmula 1.
Peso da nova posição da Red Bull
Relatos da imprensa italiana e da Sky Deutschland indicam que a Red Bull Powertrains decidiu apoiar Ferrari, Honda e Audi. Com esse alinhamento, o grupo alcançaria a supermaioria necessária para modificar os procedimentos de verificação técnica.
A mudança chama atenção porque, anteriormente, a Red Bull teria considerado uma solução parecida com a da Mercedes. Agora, a equipe de Milton Keynes prefere bloquear uma possível vantagem da rival, principalmente se não conseguir reproduzi-la a tempo.
Resposta da Mercedes
Toto Wolff, chefe da equipe de Brackley, mantém o posicionamento de que o propulsor atende integralmente ao regulamento. “A unidade de potência é legal. Ela cumpre o regulamento e os procedimentos de teste”, declarou.
Prazos e clima de tensão
A homologação oficial dos motores está marcada para 1.º de março. Nos bastidores, circula a possibilidade de um protesto formal antes da etapa de abertura em Melbourne, agendada para a semana seguinte.
Com informações de Autoracing



