Genebra, 9 de fevereiro de 2026 – A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou que divulgará orientações definitivas sobre o limite de compressão dos motores da Fórmula 1 antes da abertura do campeonato de 2026.
Segundo o diretor de monopostos da entidade, Nikolas Tombazis, algumas equipes encontraram maneiras de exceder o atual teto de 16:1 durante o funcionamento do motor, buscando ganho de desempenho. O dirigente não revelou quais fabricantes estariam explorando o recurso, embora a Mercedes seja há meses alvo de especulações.
Equipes impactadas
Atualmente, McLaren, Williams, Alpine e a própria equipe de fábrica da Mercedes utilizam as unidades de potência potencialmente envolvidas. Tombazis declarou, em vídeo publicado pela FIA, que discute o tema “há muito tempo” com o chefe de área técnica Jan Monchaux para evitar contestações jurídicas na temporada que vem.
Origem da regra e chegada de novos fabricantes
O limite inferior de compressão foi introduzido como parte do pacote técnico de 2026, concebido para tornar a categoria mais atraente a novos construtores. O resultado inclui a saída da Renault e as estreias de Audi e Red Bull-Ford, além do retorno da Honda e da entrada prevista da Cadillac em 2029.
Sem a mudança, Tombazis acredita que a F1 poderia ter ficado restrita a apenas dois fornecedores de unidades de potência. Hoje são cinco fabricantes ativos e um sexto a caminho.
Custo, simplicidade e fiscalização
A FIA reduziu o limite de compressão de 18:1 para 16:1 tanto para cortar despesas quanto para simplificar os projetos. A federação também impôs teto orçamentário e outras restrições técnicas com o objetivo de equilibrar a competitividade entre estreantes e marcas estabelecidas.
“Queremos um campeonato decidido pelos melhores pilotos, engenheiros e equipes, não por interpretações de regulamento”, reforçou Tombazis. A FIA afirma que a publicação de orientações mais claras deverá impedir brechas antes do início das atividades em pista de 2026.
Com informações de Autoracing



