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Zak Brown afasta ideia de boicote e garante presença de carros com motor Mercedes na abertura da F1 2026

O diretor-executivo da McLaren, Zak Brown, descartou nesta segunda-feira (9) qualquer possibilidade de as equipes abastecidas pela Mercedes ficarem fora do Grande Prêmio da Austrália, marcado para 8 de março de 2026, prova que inaugura o novo mundial de Fórmula 1.

Discussão sobre brecha técnica

Brown se pronunciou após rivais solicitarem à FIA mudanças de última hora no regulamento de unidades de potência. Segundo rumores do paddock, Mercedes e Red Bull Powertrains (RBPT) teriam desenvolvido uma solução que eleva a taxa de compressão dos motores de 16:1 — limite imposto para 2026 — para 18:1 quando o propulsor atinge cerca de 300 °C em pista. A medição oficial, porém, é feita com o motor desligado e frio, o que abriria margem para a manobra.

Equipes concorrentes defendem a instalação de sensores capazes de aferir a taxa de compressão durante as voltas ou, alternativamente, a verificação nos boxes com o motor na temperatura ideal de funcionamento. A alteração dependeria de aval do Comitê Consultivo de Unidades de Potência (PUAC), que exige apoio de pelo menos quatro dos cinco fabricantes, além da FIA e da Formula One Management (FOM).

O que diz Zak Brown

Questionado sobre uma eventual ausência de carros Mercedes em Melbourne caso as regras mudem, Brown foi taxativo:

“Não consigo imaginar que não haja equipes com motor Mercedes no grid da Austrália.”

O dirigente reforçou que a McLaren, cliente da marca alemã desde 2021 e tricampeã nos últimos dois anos, não participa diretamente das negociações técnicas:

“Não temos acesso a essas conversas. O motor foi projetado dentro do regulamento e passou em todos os testes. É a política típica da Fórmula 1.”

Reuniões recentes

A FIA debateu o tema com especialistas das fabricantes em 22 de janeiro, quatro dias antes do primeiro teste coletivo em Barcelona. Uma segunda reunião técnica ocorreu na semana passada, antecedendo o encontro do PUAC três dias depois.

Impacto no grid

Além da McLaren e da equipe oficial Mercedes, Williams e Alpine também alinharão com motores alemães em 2026, totalizando oito dos 22 carros do campeonato. Brown afirmou estar confiante de que todas essas escuderias largarão normalmente na prova de abertura.

Enquanto isso, especula-se que a RBPT possa se juntar aos demais fabricantes para exigir o fechamento da suposta brecha, caso não esteja obtendo o mesmo ganho que a Mercedes. Nenhuma posição oficial, entretanto, foi divulgada pela companhia.

As negociações devem seguir até a véspera do GP da Austrália, mas, por ora, as equipes que utilizam o propulsor alemão mantêm o planejamento para a corrida de 8 de março.

Com informações de Autoracing

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