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FIA corre para esclarecer uso de taxa de compressão nos motores de 2026

Paris, 10 de fevereiro de 2026 – O diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, revelou que mais de um fabricante de unidades de potência encontrou formas de aumentar a taxa de compressão dos motores quando operam em temperaturas elevadas. A federação trabalha para encerrar o debate antes da primeira prova da temporada.

Em vídeo divulgado no canal oficial da FIA no YouTube, Tombazis reconheceu que engenheiros identificaram brechas no regulamento técnico atual. Segundo ele, o objetivo é “evitar novas controvérsias” e garantir que todas as equipes iniciem o campeonato sob regras claras.

Plano de ação da federação

O dirigente afirmou que as discussões com os fabricantes estão “bastante avançadas”. A FIA quer concluir uma eventual atualização do método de medição da taxa de compressão ainda antes da abertura do campeonato para evitar disputas em tribunais ou nas salas dos comissários.

Possível revisão de medição

Relatos da imprensa italiana indicam que a federação poderá adotar um novo sistema de verificação já no Grande Prêmio da Austrália, dependendo do apoio de quatro dos cinco fornecedores de motores. Por enquanto, a FIA classifica essas informações como especulativas e reforça que nenhuma alteração deverá entrar em vigor antes da etapa inaugural.

Motor Mercedes sob holofotes

O chefe de motores da FIA, Vincent Pereme, teria garantido à Mercedes que seu propulsor para 2026 está de acordo com o regulamento. Esse aval explicaria a postura firme de Toto Wolff, chefe da equipe, que insiste na legalidade do modelo W17.

Entretanto, fontes próximas à categoria sugerem que a Mercedes pode recorrer a medidas legais caso a federação feche a brecha regulatória a poucas semanas do início do campeonato, pois a equipe de Brixworth teria prazo insuficiente para modificar o projeto.

Votações e alinhamentos

Qualquer mudança técnica precisa ser aprovada pela Comissão da Fórmula 1, composta por equipes, FIA e FOM. Clientes tendem a acompanhar seus fornecedores: a Mercedes conta, a princípio, com McLaren, Williams e Alpine. Se Red Bull e Racing Bulls se opuserem, sete equipes poderiam sustentar uma alteração no critério de medição da taxa de compressão.

A federação pretende concluir as discussões rapidamente para manter o foco na pista quando a temporada começar.

Com informações de Autoracing

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