O chefe da Mercedes, Toto Wolff, avaliou o início das atividades oficiais de pré-temporada no Bahrein e apontou a Red Bull como referência imediata para o grid de 2026.
Na manhã de quarta-feira, 11 de fevereiro, Max Verstappen completou 65 voltas com o RB22 e cravou o melhor tempo do dia, reforçando a impressão de superioridade técnica já demonstrada no shakedown de Barcelona.
Novo motor e desempenho consistente
Esta é a primeira temporada em que a Red Bull utiliza sua própria unidade de potência, desenvolvida em parceria com a Ford. Mesmo sendo um projeto totalmente novo, o conjunto chassi-motor mostrou rendimento sólido desde as primeiras voltas.
“Eu esperava que eles estivessem piores do que estão”, admitiu Wolff, reconhecendo que a equipe austríaca larga à frente em relação às demais.
Chassi, UP e Verstappen como trunfos
O dirigente destacou que tanto o chassi quanto a nova UP colocam a Red Bull “como parâmetro no momento”. Wolff também lembrou que contar com Verstappen, em plena forma, potencializa ainda mais a competitividade do conjunto.
Gestão de energia decisiva
Com o regulamento de 2026 igualando a potência da bateria à do motor a combustão, a administração de energia tornou-se crucial. Segundo Wolff, a Red Bull demonstra vantagem clara nesse quesito. “Eles conseguem usar muito mais energia nas retas do que todo mundo”, relatou.
De acordo com dados de telemetria citados pelo austríaco, essa eficiência resulta em ganho aproximado de um segundo por volta em stints prolongados. “Não se trata apenas de volta isolada; vimos dez voltas consecutivas com a mesma velocidade de reta”, completou.
Mercedes admite desvantagem inicial
Apesar de ressalvar que testes de pré-temporada exigem cautela, Wolff reconheceu que a escuderia alemã começa atrás. Questionado sobre a capacidade de igualar o uso de energia da Red Bull, foi direto: “Hoje não”.
Com informações de Autoracing



