A Mercedes e suas equipes clientes – Alpine, McLaren e Williams – podem largar a temporada 2026 da Fórmula 1 sob ameaça de desclassificação já na etapa de abertura, o GP da Austrália. A razão é a controvérsia em torno da taxa de compressão adotada no novo motor desenvolvido pela fabricante alemã.
Concorrentes diretos pressionam a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) a promover uma mudança regulatória que feche a brecha atualmente explorada pela Mercedes. Para isso, as demais montadoras tentam conquistar uma supermaioria de votos no Comitê Consultivo da Unidade de Potência, instância responsável por propor ajustes nas regras.
Se a alteração for aprovada, a unidade de potência da Mercedes passará a ser considerada ilegal, situação que afetaria diretamente as quatro equipes abastecidas pelo propulsor.
Toto Wolff diz confiar na FIA
O chefe da equipe, Toto Wolff, declarou que o projeto foi desenvolvido em constante diálogo com a federação. “Quando você projeta um motor, mantém a FIA muito próxima das decisões. Recebemos todas as garantias de que o que fizemos está dentro das regras”, afirmou.
Wolff ressaltou que o ganho de desempenho não é “massivo” e acusou os rivais de se mostrarem “ressentidos” com a solução encontrada pela Mercedes. Mesmo assim, o dirigente garantiu que não há intenção de levar o caso à Justiça caso o regulamento seja alterado. “Existe um processo de governança; se ele votar por mudança, você precisa aceitar de cabeça erguida”, disse.
Surpreso com a escalada do tema nas últimas semanas, o austríaco relatou que, até a sexta-feira anterior, acreditava que nenhuma modificação seria feita. “De repente, isso virou assunto”, comentou, citando um artigo da imprensa italiana que aponta para uma possível revisão das regras.
Com a decisão nas mãos da FIA, Alpine, McLaren, Williams e a própria Mercedes aguardam a definição que pode impactar todo o planejamento para 2026.
Com informações de F1Mania



