Max Verstappen fez duras críticas ao regulamento técnico que estreia na temporada 2026 da Fórmula 1. Em declaração concedida nesta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, o tetracampeão da Red Bull classificou o comportamento dos novos monopostos como “anti-corrida” e disse que a experiência de pilotagem lembra “uma Fórmula E turbinada”.
Gerenciamento de energia no centro das reclamações
Pelo novo conjunto de regras, a divisão de potência entre o motor a combustão e o sistema elétrico MGU-K fica próxima de 50/50. Para recarregar as baterias, os pilotos precisam reduzir marchas e desacelerar com frequência durante a volta, prática que Verstappen considera incompatível com a essência da categoria.
“Gosto de guiar no limite, mas agora não dá para fazer isso”, afirmou o holandês, explicando que cada frenagem ou troca de marcha interfere diretamente no consumo de energia e, consequentemente, no desempenho em reta. Para ele, se o objetivo principal for eficiência energética, “talvez fosse melhor correr na Fórmula E”.
Impacto na pilotagem e no entretenimento
Verstappen relatou que a necessidade constante de economizar energia torna o stint “pouco divertido” e altera a forma como os competidores atacam curvas e retas. Segundo o piloto, os modelos de 2026 são menores, mais leves e quase não utilizam o efeito solo da geração anterior, o que resulta em carros mais responsivos, porém com menor aderência.
Red Bull como referência técnica
Apesar das críticas, a equipe austríaca parece ter se adaptado bem ao novo regulamento, mesmo desenvolvendo seu próprio motor pela primeira vez. Rivais apontam a Red Bull como parâmetro de desempenho, contrariando previsões iniciais de vantagem da Mercedes.
Futuro na categoria em aberto
Com contrato até 2028, Verstappen admitiu estar frustrado com “vários aspectos” recentes da Fórmula 1 e não descarta a possibilidade de se aposentar antes do término do vínculo, caso a pilotagem deixe de ser prazerosa. Ele disse ainda que vem explorando alternativas fora do campeonato para manter a motivação.
Para o holandês, o ideal seria “simplesmente pilotar” sem cálculos constantes sobre energia e sem perda de aderência imposta pelos novos pneus. “A proporção do carro está boa, mas o resto é anti-corrida”, concluiu.
Com informações de Autoracing



