A Mercedes levou para a pré-temporada dois conjuntos distintos de unidade de potência. A fabricante alemã distribuiu uma especificação já validada para McLaren, Williams e Alpine, enquanto reservou a versão mais recente do M17 E Performance para o próprio time oficial.
A decisão, adotada nos treinos realizados antes da abertura do campeonato de 2026, foi motivada por fatores estratégicos e logísticos. Fornecer componentes idênticos a quatro equipes sob um regulamento técnico novo exigiria maior capacidade de produção. Ao limitar a variante mais avançada à escuderia de fábrica, a empresa de Brackley acelerou o desenvolvimento interno sem arriscar a quilometragem dos clientes.
Prazo de homologação
O regulamento determina que todas as equipes abastecidas por um mesmo fabricante utilizem a mesma especificação homologada. Conforme o Artigo 1.4 do Apêndice 4, apenas combustível, óleo e chicote elétrico podem variar, e o software deve permanecer comum a todos. O arquivo de homologação deve ser apresentado até 1º de março.
Apesar das diferenças mínimas entre as versões usadas nos testes, qualquer alteração de performance ou durabilidade precisa ser congelada antes desse prazo. A Mercedes, portanto, opera sob pressão para confirmar qual configuração será enviada à Federação Internacional de Automobilismo e, em seguida, distribuída a McLaren, Williams e Alpine já na primeira etapa, em Melbourne.
Foco na confiabilidade
Nos ensaios de pré-temporada, a prioridade foi garantir voltas consistentes às escuderias clientes. Ao mesmo tempo, o time oficial pôde explorar limites de potência e coletar dados adicionais do W17. Segundo Andrea Stella, chefe da McLaren, a unidade fornecida “se comportou de maneira extremamente confiável” e permitiu cumprir todo o programa de pista.
Quando o campeonato começar na Austrália, está previsto que todas as quatro equipes passem a utilizar exatamente o mesmo motor homologado, encerrando a fase de testes com especificações distintas.
Com informações de Autoracing



