Milton Keynes (ING) / Enstone (ING) – Steve Nielsen, diretor-geral da Alpine, elogiou o trabalho da Red Bull Racing no desenvolvimento de sua própria unidade de potência e admitiu que a escuderia francesa não hesitará em reproduzir soluções da rival para a temporada 2026 da Fórmula 1.
Durante entrevista, Nielsen lembrou que, há quatro anos, o projeto de motor da Red Bull “era apenas um buraco no chão” em Milton Keynes. Hoje, porém, a equipe de Christian Horner chega a 2026 como construtora de fábrica, em parceria técnica com a Ford, e ocupa o topo do grid. “Fizeram um trabalho incrível, sem dúvida, e isso é mérito de todos os envolvidos”, afirmou o dirigente da Alpine.
A Alpine iniciará o novo regulamento como cliente, depois de abrir mão do status de fábrica da Renault e fechar acordo para receber motores e caixas de câmbio da Mercedes. Apesar da diferença de estrutura, Nielsen garantiu que a meta é desafiar a Red Bull.
Questionado sobre a possibilidade de adotar métodos similares aos da concorrente, o britânico respondeu com bom humor: “Somos plagiadores sem vergonha, todos nós. Observamos tudo o que os outros fazem, dentro e fora da pista, e, se gostarmos, copiamos”. Ele citou especificamente a velocidade e a gestão de energia demonstradas pela Red Bull nos testes de pré-temporada como referências para o time francês.
Com o novo pacote técnico previsto para 2026, Alpine e Red Bull devem enfrentar-se em condições diferentes de fornecimento de motor, mas sob o mesmo regulamento híbrido. Até lá, Nielsen reforçou que cada detalhe observado nos rivais pode fazer a diferença: “Estamos todos fazendo isso uns com os outros”, concluiu.
Com informações de F1Mania



