Sábado, 28 de fevereiro de 2026 — O piloto monegasco Charles Leclerc afirmou que o novo regulamento técnico da Fórmula 1 transformou os carros de 2026 em máquinas mais extremas e desafiadoras, exigindo mudanças profundas no estilo de pilotagem.
De acordo com Leclerc, a redução de 30 kg e a adoção de um chassi mais estreito e curto deixaram o monoposto significativamente mais ágil. “Você definitivamente sente a perda de peso; o carro está mais vivo”, disse o piloto.
Com o novo equilíbrio, as saídas de traseira passaram a ser mais frequentes, substituindo a tendência de subesterço observada em 2025. Para o competidor da Ferrari, esse comportamento amplia as possibilidades de acerto e permite condução mais agressiva em busca de voltas rápidas.
Adaptação e esforço mental
Leclerc destacou que a necessidade de adaptação é constante na categoria, mas avaliou que a mudança atual supera as vividas nos últimos anos. Segundo ele, a pilotagem pura passou a representar uma fração menor do trabalho: “Agora é mais sobre pensar em todos os sistemas ao redor do piloto para extrair o máximo.”
O monegasco acrescentou que a carga mental aumentou: “Você precisa pensar ativamente muito mais do que no passado”, explicou, apontando que a gestão de recursos e ajustes em tempo real dentro do cockpit tornou-se mais complexa.
Preferência por traseira solta
Conhecido por apreciar carros que permitem maior mobilidade da traseira, Leclerc comemorou a nova configuração. “Sempre gostei de um carro mais solto. Com os modelos de 2026, sinto que podemos levar isso ao extremo”, observou.
O piloto comparou ainda a transição entre classificação e corrida, reforçando que a mudança de abordagem continuará grande, mas agora dentro de um conjunto mais leve e sensível aos comandos.
Com informações de Autoracing



