Fernando Alonso avaliou que a Aston Martin está cerca de um mês atrás das demais equipes no trabalho de preparação para a temporada 2026 da Fórmula 1. O bicampeão espanhol revelou que enquanto rivais já estavam na pista no início de janeiro, o time de Silverstone realizou apenas um shakedown restrito em Barcelona e enfrentou contratempos durante a pré-temporada no Bahrein.
“Perder Barcelona foi um grande problema, porque não só ficamos sem aquele teste, mas também sem os dias de filmagem anteriores”, explicou o piloto. Segundo Alonso, algumas equipes rodaram em 9 de janeiro e, desde então, vêm analisando dados e solucionando falhas, vantagem que a Aston Martin não teve.
O espanhol acrescentou que a limitação de quilometragem comprometeu a sequência de trabalho: “Quando não completamos voltas seguidas, não avançamos no acerto do carro. Se o plano é avaliar três rigidezes de suspensão, fazemos uma volta, aparece algo nos dados, paramos para checar ou trocar sensor e, quando voltamos, as condições de pista já mudaram”.
Liderança de Adrian Newey inspira otimismo
Apesar das dificuldades, Pedro de la Rosa, embaixador da equipe e ex-piloto de F1, mostrou confiança no projeto. Ele destacou a influência de Adrian Newey, recém-chegado ao time. “Depois de um dia de testes complicado, a liderança de Adrian foi tão forte que todos passaram a saber exatamente o que fazer”, afirmou.
Alonso reconheceu que outras escuderias solucionaram os problemas iniciais mais cedo, enquanto a Aston Martin ainda lida com essas questões. Mesmo assim, piloto e equipe projetam avanço ao longo do ciclo de desenvolvimento rumo a 2026.
Com informações de F1Mania



