A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou para 1º de março de 2026 o prazo final para que todos os fornecedores de unidades de potência da Fórmula 1 entreguem o dossiê técnico de seus novos motores. A data foi mantida mesmo após recentes ajustes no regulamento que tratam da taxa de compressão.
Documentação obrigatória
Cada fabricante deve encaminhar à FIA detalhes completos do motor de combustão interna, eletrônica de controle, sistema de escape, turbocompressor, armazenadores de energia e MGU-K. Combustíveis e lubrificantes também fazem parte da verificação. O material precisa ser idêntico para todas as equipes clientes.
Após o recebimento, a federação dispõe de até 14 dias para aprovar o projeto ou solicitar correções em caso de divergências com as regras técnicas.
Controvérsia sobre taxa de compressão
Durante o inverno europeu, a Mercedes High Performance Powertrains (HPP) desenvolveu uma solução que permitiria operar acima do limite de 16:1, explorando a redação que previa medições apenas em temperatura ambiente. A iniciativa levou Audi, Ferrari, Honda e Red Bull Powertrains a pedirem revisão imediata no Comitê Consultivo de Unidades de Potência.
Uma votação eletrônica alterou o texto regulamentar na véspera do prazo de homologação. Até 31 de maio de 2026, a taxa de compressão continua verificada em temperatura ambiente. De 1º de junho a 31 de dezembro de 2026, passará a ser medida tanto em ambiente quanto a 130 °C. A partir de 1º de janeiro de 2027, a fiscalização considerará apenas o motor aquecido.
Transição após o GP do Canadá
Com o novo cronograma, as fabricantes terão até depois do Grande Prêmio do Canadá para atender à primeira etapa do critério revisado. O controle completo será aplicado antes do GP de Mônaco, no primeiro fim de semana de junho de 2026, reforçando a regulamentação logo no início do ciclo de motores que vigorará até 2030.
Com informações de Autoracing



