3 de março de 2026 – A Aston Martin inicia a temporada 2026 da Fórmula 1 sob clima de tensão. Segundo o ex-piloto e comentarista Anthony Davidson, Fernando Alonso tende a demonstrar forte insatisfação caso os problemas de confiabilidade do novo AMR26 não sejam solucionados rapidamente.
Desempenho aquém do esperado nos testes
Apesar do desenho agressivo assinado por Adrian Newey, o AMR26 não entregou o rendimento previsto nos seis dias de pré-temporada no Bahrein. No penúltimo dia, uma falha técnica manteve o carro nos boxes até o encerramento da sessão, reduzindo drasticamente a quilometragem.
Na manhã seguinte, mesmo após reparos noturnos, Lance Stroll completou apenas seis voltas de instalação. No total, a equipe registrou 329 voltas, a menor marca entre os dez times do grid.
Vibrações na bateria preocupam Honda
Posteriormente, a Honda identificou vibrações anormais que afetaram a bateria da unidade de potência. A fabricante japonesa trabalha em contramedidas, mas ainda não sabe se a solução estará pronta para o Grande Prêmio da Austrália.
Relógio corre para Alonso
Prestes a completar 45 anos, Alonso chegou à Aston Martin em 2023 com o objetivo de conquistar um terceiro título mundial. Três anos depois, o espanhol segue empenhado nos bastidores para acelerar o desenvolvimento do carro, mas, de acordo com Davidson, sua paciência pode se esgotar caso os resultados não apareçam a curto prazo.
“Dê tempo ao projeto”, avaliou o comentarista da Sky Sports F1. “Entretanto, o tempo não está exatamente ao lado de Alonso.”
Histórico emocional acende alerta
Ao longo da carreira, o bicampeão já expôs publicamente frustrações em cenários de baixo desempenho. Para Davidson, não seria surpresa ver uma reação semelhante se a Aston Martin repetir os tropeços nas primeiras etapas de 2026.
Com o cronômetro avançando e a confiabilidade em xeque, o comportamento de Alonso nas próximas corridas deve indicar o rumo da parceria com a equipe britânica.
Com informações de Autoracing



