O Grande Prêmio da Austrália, marcado para abrir a temporada da Fórmula 1 em 3 de março de 2026, está mantido. A garantia foi dada por Travis Auld, diretor da prova em Melbourne, mesmo com as restrições aéreas provocadas pela escalada do conflito no Irã.
A tensão internacional ganhou novo fôlego depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estimou que a guerra pode durar de quatro a cinco semanas, podendo se estender por mais tempo. A declaração levantou dúvidas sobre as etapas no Oriente Médio, mas não alterou os planos para Melbourne.
Prioridade ao núcleo esportivo
De acordo com Auld, a Fórmula 1 “reagiu rapidamente” ao bloqueio de rotas no Golfo Pérsico. Três voos fretados levaram cerca de 400 integrantes essenciais do paddock — pilotos, engenheiros e chefes de equipe — diretamente para a Austrália. A operação lembrou os procedimentos adotados durante a pandemia de 2020.
Hubs afetados e rotas alternativas
O espaço aéreo de Bahrain, Catar, Emirados Árabes Unidos e partes da Arábia Saudita foi fechado após ataques iranianos, interrompendo conexões em Dubai, Doha e Abu Dhabi. Com isso, houve aumento na procura por voos via Singapura, Hong Kong e Estados Unidos, o que elevou os preços e reduziu a oferta de assentos.
Equipamentos já instalados em Albert Park
Enquanto a movimentação de pessoal exigiu ajustes de última hora, o transporte de carga transcorreu sem impactos. Todos os contêineres deixaram Bahrain imediatamente após os testes de pré-temporada e já estão posicionados na reta principal de Albert Park, onde as garagens passam pelos retoques finais para os treinos de sexta-feira.
Monitoramento das etapas no Golfo
Com Melbourne assegurada, a Fórmula 1 avalia cenários para as corridas de abril no Bahrain e na Arábia Saudita. Imola, Algarve e Paul Ricard aparecem como circuitos reservas caso a instabilidade no Golfo persista. Qualquer mudança exigirá definição rápida por conta da logística internacional.
Com informações de Autoracing



