Os comandantes de Mercedes e Ferrari acreditam que a diferença entre as equipes de ponta e o pelotão intermediário da Fórmula 1 deve encolher em breve. Toto Wolff e Frédéric Vasseur apontam que as mudanças recentes no regulamento, aliadas ao teto orçamentário, podem acelerar a convergência de desempenho já nas próximas etapas.
A temporada de 2026 será aberta no fim de semana que vem, com o Grande Prêmio da Austrália. Depois dos testes de pré-temporada no Bahrein, a expectativa inicial é de domínio das tradicionais líderes — Mercedes, Ferrari, Red Bull e McLaren. Mesmo assim, Wolff avalia que a realidade pode mudar rapidamente. “Quem sabe onde estaremos em seis meses?”, disse o austríaco, lembrando o salto da McLaren em 2023, quando o time saiu do fundo do grid no início do campeonato para disputar vitórias nas corridas finais daquele ano.
Para o chefe da Mercedes, o teto de gastos, introduzido em 2021, cria condições para que equipes menores encontrem caminhos de recuperação em intervalo curto. “A possibilidade de reação é real”, resumiu.
Vasseur concorda com a tendência, mas ressalta que a equiparação plena costuma levar mais tempo. “A convergência virá ao longo de várias temporadas”, observou o francês. Segundo ele, 2023 foi o campeonato mais equilibrado dos últimos anos depois de cinco temporadas sob as mesmas regras técnicas.
O dirigente da Ferrari também destacou que formações com colocação inferior no Mundial contam com tempo adicional de túnel de vento, ferramenta que pode acelerar ganhos de performance durante o ano. “Mesmo largando com diferenças nos tempos de volta, veremos essa aproximação muito em breve”, completou.
A temporada começará oficialmente no circuito de Albert Park, em Melbourne, onde será possível medir o primeiro passo dessa disputa por espaço entre líderes e equipes intermediárias.
Com informações de F1Mania



