Às vésperas da abertura da temporada 2026 da Fórmula 1, a Audi concentra esforços para corrigir um problema detectado nos testes de pré-temporada no Bahrein: a baixa eficiência do R26 nas largadas.
Informações do portal alemão Auto Motor und Sport apontam que o carro preparado pela equipe sediada em Hinwil registrou a pior arrancada entre todos os competidores durante as simulações em Sakhir, exibindo aceleração irregular até atingir a pressão ideal do turbo.
Regulamento de 2026 reacende o turbo lag
O desempenho insatisfatório é atribuído, em parte, à mudança técnica que entra em vigor em 2026. A eliminação do MGU-H — sistema que recuperava energia dos gases de escape e ajudava a controlar o turbo — reintroduziu o chamado “turbo lag”, intervalo entre o toque no acelerador e a resposta efetiva da turbina. O fenômeno interfere tanto na largada quanto na saída de curvas.
Nos últimos anos, o MGU-H compensava essa latência, garantindo entrega de potência mais linear. Sem o dispositivo, as equipes voltam a lidar com a demora natural do turbo, o que altera de forma significativa a dinâmica de saída dos boxes e das posições de partida.
Foco em Bortoleto e Hülkenberg
Os engenheiros da Audi avaliam se a origem da falha está em componentes mecânicos ou em ajustes de software da unidade de potência. A preocupação é que o contratempo comprometa o início de prova dos pilotos Gabriel Bortoleto e Nico Hülkenberg no Grande Prêmio da Austrália.
Otimismo apesar do contratempo
Apesar das dificuldades na largada, o clima interno após os testes no Bahrein é descrito como positivo. Segundo a publicação alemã, a postura cautelosa que marcava a antiga estrutura da Sauber deu lugar a um ambiente de renovação com a chegada definitiva da Audi. Há confiança de que a equipe possa brigar no pelotão intermediário já no início da nova era da categoria.
Com informações de F1Mania.net



