Representantes das equipes, da FIA e da organização da Fórmula 1 participam neste sábado (ainda durante o fim de semana do GP da Austrália, em Melbourne) de uma reunião que tratará dos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre as próximas etapas do calendário.
A informação foi confirmada por Zak Brown, CEO da McLaren. Segundo o dirigente, o encontro foi convocado por Stefano Domenicali, presidente e CEO da F1, e será o primeiro a reunir todas as equipes desde o início da escalada de tensões na região.
Calendário sob pressão
Para abril, a categoria tem marcados o GP do Bahrein, em 12 de abril, e o GP da Arábia Saudita, em 19 de abril. Ambos os países aparecem entre as áreas afetadas por ataques recentes ligados ao conflito que envolve o Irã.
A insegurança já provocou mudanças. Um teste de pneus da Pirelli previsto para o Bahrein foi cancelado de última hora, e integrantes do paddock precisaram alterar rotas aéreas para chegar à Austrália após o fechamento de parte do espaço aéreo no Oriente Médio.
Segurança em primeiro lugar
Brown ressaltou que a prioridade é garantir a integridade de todos os envolvidos no campeonato. “Precisamos acompanhar os desdobramentos antes de tomar qualquer decisão definitiva”, afirmou o executivo, lembrando que possíveis impactos financeiros ficam em segundo plano diante do cenário atual.
Prazo logístico
Embora o GP do Bahrein ainda esteja a mais de um mês de distância, a operação logística da F1 exige definição rápida. Equipamentos, pessoal e mídia viajam com antecedência, o que, segundo Brown, dá à categoria apenas algumas semanas para decidir se as etapas serão mantidas, adiadas ou canceladas.
A reunião deste sábado deve servir como ponto de partida para definir os próximos passos enquanto a Fórmula 1 monitora atentamente a evolução do conflito.
Com informações de F1Mania.net



