A Mercedes terminou a sexta-feira (6) do Grande Prêmio da Austrália com sinais de força e também de preocupação. Nos dois treinos livres em Albert Park, Andrea Kimi Antonelli e George Russell registraram o segundo e o terceiro tempos, respectivamente, enquanto rivais como Charles Leclerc (Ferrari) e Oscar Piastri (McLaren) apontaram o W15 como referência em ritmo de corrida.
Apesar da performance, a equipe alemã encontrou dificuldades já no TL1. Segundo o chefe Toto Wolff, ajustes de software ligados à nova unidade de potência comprometeram o início do programa. O dirigente lembrou que o campeonato de 2026 marca a estreia de um regulamento técnico diferente e admitiu que a Red Bull e a Ferrari seguem como adversárias fortes.
George Russell detalhou que o problema afetou a recuperação e a distribuição de energia da bateria, atrasando o trabalho de acerto do carro. Quando o ajuste começou, o inglês relatou excesso de saída de frente e falta de tempo para simulações longas. A situação melhorou no TL2, com o monoposto mais equilibrado e a realização de stints completos.
Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista, explicou que a configuração da unidade de potência foi revista antes do segundo treino. As mudanças estabilizaram o sistema híbrido e deixaram o carro mais previsível, permitindo à Mercedes cumprir um cronograma sólido de voltas rápidas e trechos de corrida. Ainda assim, o engenheiro destacou que há pontos a evoluir antes da classificação de sábado.
A equipe permanece focada na análise de dados para buscar um ajuste adicional que a coloque na disputa direta pela pole position.
Com informações de Autoracing



